Capitulo 27 – Complications
(N/a: Coloque as músicas para carregar, e dê play quando pedido: 1º música. e 2º música.)
“Fui ao autódromo, preciso falar com meu pai. Não quis te acordar, você parecia tão lindo dormindo. Até mais tarde. Xx Maggie.”
Era o que o bilhete em cima do meu criado mudo dizia. Flashes da noite passada não saiam da minha cabeça, e cada vez mais eu percebia o quão confuso estava. Eu só sabia fazer burrada atrás de burrada.
- Você precisa me ajudar a esquecê-la, Maggie, você precisa tirá-la da minha cabeça. – Disse atordoado e Maggie me abraçou.
- Eu vou te ajudar, ok? – Ela invadiu meus lábios com urgência até chegarmos à minha cama.
- Você tem certeza disso? – Perguntei, ao reparar que Maggie tirava seu vestido.
- Sim, mais do que tudo. – Ela falou confiante e continuou a me beijar, agora me despindo também.
Depois do que houve entre suyane e eu no elevador, voltei para a festa de pedro e bebi o máximo que eu podia. Eu deveria esquecer o que aconteceu, mas só fiquei pior. Ela nunca sairia da minha cabeça. Por que eu fui idiota de pensar que passaria uma noite com a minha ex e não significaria nada? Eu era muito trouxa mesmo. Passar aquele momento com suyane foi a pior coisa que me aconteceu, pois eu me senti extremamente bem ao lado dela, mas depois me dei conta que aquela era a garota que tinha me deixado e pela qual eu quase dei um fim a minha vida. Eu não podia perdoá-la. Nunca. E pra piorar a situação, dei uma de bêbado carente e quis esquecer o que acontecerá indo para a cama com a minha melhor amiga. Se fosse em outros tempos eu não me importaria a mínima, entretanto, eu era uma porra de pessoa diferente agora, eu me importava com os sentimentos alheios, principalmente com os da minha amiga.
Hoje à noite eu teria que conversar com suyane. Deixar claro que o que houve na outra noite foi apenas um erro, que não voltará a acontecer novamente. Dallas Austin, produtor americano, estava vindo para Londres para fazer uma parceria com o McFLY. Ele vai dar uma festa no seu quarto de hotel, tenho certeza que suyane se juntara a nós e pensar nisso… Não me deixou nada feliz.
pê pov off
- lana, esse vestido ficou legal? – Perguntei, indecisa.
- Está lindo, suy, assim como estava há dois minutos, quando você me fez a mesma pergunta. – Minha amiga respondeu, impaciente.
- Eu só quero ter certeza, ué. – Fiz bico. Na verdade eu queria que pê perdesse o fôlego quando entrasse naquela festa e me visse. Nós não nos falamos depois do que houve no elevador, mas eu tinha uma pontinha de esperança que tudo iria ficar bem entre nós e isso me deixa mais que feliz.
- Não se preocupe, suy, o munhoz gosta de tudo que você veste. Mesmo vocês estando separados, ele não tira os olhos de você. – lana deu um sorriso confiante, o que só me ajudou a ter mais esperança.
- Awn, você acha mesmo, amiga? Eu só quero que a gente volte a ser como antes, só isso.
- Vocês vão.
- Hey, amor, Dallas está com varias idéias maravilhosas para o novo cd do McFLY. Quer vir ouvir? – pedro chegou animado, segurando uma taça de champanhe.
- Eu já vou. – lana deu um selinho em pedro, que voltou a falar com Dallas, thomas e lucas.
- Gente essa festa está boa demais, o Dallas é muito legal. – Chloe disse, animada, tomando alguma bebida que não identifiquei o que era.
- Os meninos estão todos contentes com a parceria, só faltou o pê. A propósito, cadê ele que ainda não chegou? – Blair perguntou, confusa.
- Boa pergunta, eu também não sei. – Soltei o ar, impaciente.
pê nunca demorava tanto pra chegar às festas, ele e os meninos chegavam praticamente juntos e justo hoje ele estava demorando muito. Será que tinha acontecido algo? Só de cogitar essa hipótese, meu coração disparava, contudo, percebi que estava neurótica sem motivos no momento em que vi aqueles olhos castanhos e sedutores fixados agora nos meus. Não reprimi um sorriso bobo ao vê-lo, mas minha felicidade logo se transformou em fúria e indignação, quando vi que Maggie estava logo atrás dele. O que aquela garota estava fazendo com pê ainda?
- Olha, o pê chegou e… Maggie? – Chloe disse confusa e me olhou de canto.
- Eu pensei que depois do que aconteceu, ela iria embora. – Blair falou, surpresa, e eu vi que lana lhe deu uma cotovelada discreta na costela. – Sorry, suy.
- Eu quero que se foda! – Explodi e fui até o bar pedir uma bebida.
Sim, no quarto de Dallas tinha um barzinho improvisado e com Bar man. Agradeço ao Dallas por ser famoso e ter regalias que caem como luvas, exatamente no momento em que eu preciso. Ultimamente essa cena estava acontecendo com muita freqüência na minha vida: Vejo pê, passo um momento legal com ele, acho que vai ficar tudo certo, pê aparece com Maggie, eu tenho vontade de tacar fogo nela, mas ao invés disso corro para o bar e bebo.
– Um Dry Martini, por favor. – Pedi e logo em seguida o bar man trouxe minha bebida mágica.
- Quer conversar sobre isso? – lana perguntou, cuidadosa.
- Se quiser, pedimos pro Dallas expulsar a girafa ruiva. – Chloe tentou me animar.
- E eu ainda soco a cara do pê, por ser tão idiota. – Completou Blair.
- Está tudo bem, meninas. Eu não vou passar outra festa me chateando por causa do pê. – Dei um gole na minha bebida e vi que pê conversava com os guys e Dallas. Todos sentados no enorme sofá branco de couro que havia no centro do quarto. pê me passou um olhar que dizia “precisamos conversar”, eu apenas ignorei e pedi mais uma bebida. Já estou realmente me cansando desse jogo. – Vamos dançar, girls? – Disse, numa falsa empolgação. Minhas amigas se entreolharam confusas e saíram atrás de mim.
Uma música muito animada tocava, acho que era Like a G 6, aquele maldito “Like a G 6”nunca mais sairia da minha cabeça, pois sempre que eu ouvia essa música ela grudava como chiclete no meu cérebro. Mal comecei a dançar com as minhas amigas e senti meu BlackBerry vibrar dentro da minha bolsinha de mão; eu precisava ver quem me ligava. Avisei para as meninas que voltaria em um instante, elas assentiram e continuaram a dançar,enquanto eu fazia meu caminho até a sacada. Lá o barulho era menor eu poderia falar mais a vontade. Fiquei com uma raiva imensa quando apanhei meu celular e ele tinha parado de tocar. Verifiquei as chamadas perdidas e vi que Josh tinha me ligado. Eu estava morrendo de saudades dele. Fazia alguns dias que ele tinha ido resolver uns negócios da empresa para Samanta na França. Ele me ligava todos os dias para saber como eu estava… Na verdade, ele queria saber se eu estava levando a sério meu tratamento de Anorexia, ele se preocupava demais comigo. Embora eu tivesse prometido a ele que me esforçaria para me recuperar, ele parecia não confiar muito na minha palavra, já que eu tinha mentido para ele em Milão, contudo eu estava disposta a provar para ele que sim, eu estava me cuidando e tudo daria certo. Tentei ligar de volta e só caía na caixa de mensagem.
- Hey, amor! Quando estiver disposto a me atender me ligue, ok? Sua mulherzinha de meia tigela. – Gargalhei. – Estou com saudades, te amo.
- Oi. – Assustei-me ao ouvir aquela voz. Virei de costas e dei de cara com pê. Senti uma raiva me invadir.
- O que você quer? – Disse, seca.
- Nós precisamos conversar, suyane. – Ele disse sério, e naquele momento eu comecei a perceber que meu final feliz estava bem mais distante do que imaginei. Continuei o encarando na mesma intensidade que ele me encarava. Minha vontade era de dar uns tapas bem dados na cara dele e logo em seguida beijá-lo desesperadamente e fingir que Maggie não existia. Mas as coisas não funcionam assim no mundo real. Cruzei os braços na altura dos seios e continuei o encarando, só esperando que ele falasse. – O que aconteceu ontem, você pode ter entendido errado. Aquilo foi… Um erro.
Eu não podia acreditar no que eu estava ouvindo. Meus olhos começaram a encher de lágrimas, mas me segurei o máximo pra não chorar na frente dele. Que porra ele acha que é pra me usar e depois dizer que tudo não passou de um erro?
- Você primeiro transa comigo, depois se agarra com a sua queridinha na minha frente pra dizer que tudo foi um erro? Vai se foder, pedro lucas! – Disse, histérica, e por sorte a música estava tão alta que nenhum dos convidados ouviria a nossa discussão.
- Não é bem assim, suyane, você esqueceu a porra toda que me fez? Você achou mesmo que uma noite de sexo me faria esquecer tudo? – Interrogou, nervoso.
- Que eu me lembre, eu não fiz sexo sozinha e nem te forcei a nada, querido primo! Você é igual a todos outros… Um desgraçado sem caráter que só pensa em sexo. – Dei um sorriso amargo e dei de ombros, deixando pedro lucas sozinho na varanda.
suy pov off
Ela não estava errada, sobre mim. Eu era mesmo igual a todos os outros. Eu não podia ter feito sexo com ela, é claro que ela se encheria de esperanças ao meu respeito, mas o que ela está sentindo agora não é nem um terço do que eu senti quando ela me deixou e agora fica aí dando uma de magoada? Por favor.
Voltei para a festa e pude ver suyane dançando com as meninas, segurando uma garrafa de espumante. Quem a vê dessa maneira acha que ela estava se divertindo, mas eu sei que aquilo era um disfarce, eu a conhecia muito bem. Ela estava magoada e de certo ela faria algo pra me machucar, como eu acabei de fazer com ela.
O garçom passou servindo uísque com gelo e eu não pude dispensar. Eu estava nervoso e precisava beber. Sentei-me num banco em frente ao bar, eu queria ficar sozinho e agradeci mentalmente por não saber onde Maggie estava, pois eu teria que conversar com ela também. Se tem uma coisa que eu mais odeio fazer é ter aquelas conversas, as famosas “DR”. Discutir a relação é uma droga, mas como eu fui imbecil de ter dormido com a minha melhor amiga, que nesse momento também achava que era alguma coisa minha, eu precisava explicar as coisas para ela. Dizer que nossa noite foi um erro e que não iria se repetir.
lucas me olhou de longe e deve ter notado que eu não estava bem, pois ele estava vindo até mim.
- Hey, dude, me vê um uísque. – lucas pediu ao bar man e logo se sentou ao meu lado. – Valeu. – Agradeceu assim que recebeu sua bebida.
- A Maggie estava te procurando, dude. – Ele deu um gole na bebida dele.
- E onde ela está agora? – Perguntei, sem ânimo.
- Acho que estava no corredor, atendendo uma ligação do pai dela. – Outro gole. – Você não consegue tirar os olhos dela, huh? – lucas indagou e eu olhei confuso. Só então que percebi que ele se referia a suyane, pois eu não conseguia parar de encará-la do outro lado da sala.
- É complicado, dude… Eu só faço merda. – Dei um gole no meu uísque.
- Então resolva tudo antes que o tempo passe, man. Viver de ressentimentos não é legal. – Avisou lucas e deu um tapinha no meu ombro, indo em direção a Chloe, que o chamava.
Senti um arrepio gélido subir pela minha espinha com o que lucas disse. Ressentimentos… Lembrei-me dos pesadelos contínuos que eu tinha com suyane. O tempo passa rápido para aqueles que guardam ressentimentos. Era o que ela sempre dizia no sonho. Senti uma pontada forte no peito e aquilo foi muito estranho, era como se algo ruim fosse acontecer, mas talvez eu só estivesse perturbado demais com todas as idiotices que tenho feito ultimamente e estivesse começando a ver coisas aonde não existem. Eu só tinha que me empenhar em esquecer a suyane e terminar o que nem começou com Maggie. Você é um belo de um otário, pedro lucas munhoz.
(N/a: Hora de dar play na primeira música)
OMG do Usher começou a tocar e todo mundo começou a gritar animado e dançar conforme a música e ela… Chamava minha atenção com seus movimentos… Como sempre.
Oh my
Oh my gosh
I did it again, so I’m gone
Let the beat drop
Oh my gosh
Baby let me…
Baby let me…
Baby let me…
Baby let me love you down
there’s so many ways to love ya
baby I can break you down
there’s so many ways to love ya
I mean like, ooh my gosh I’m so in love
I found you finally, it make me want to say
Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh,
Ohh my gosh
It make me want to say
Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh
Você já teve a sensação de que, quando realmente decide tomar uma decisão importante, parece que tudo começa a te enviar sinais de que você devia fazer o contrário? Pois é, nesse momento eu estou sentindo exatamente isso. Acabei de decidir que não quero mais a suyane na minha vida, mas a maldita música do Usher diz tudo o que eu realmente penso dela e isso não está me ajudando.
I fell in love with shawty when I seen her on the dance floor
she was dancing sexy, pop, pop, popping, dropping,
dropping low
never ever has a lady hit me on the first sight
this was something special
this was just like dynamite
honey got a booty like pow, pow, pow
honey got some boobies like wow, oh wow
girl you know I’m loving your, loving your style
check, check, check, check, check, checking you out like,
ooh (oooh) she got it all
sexy from her head to the toes
and I want it all, it all, it all
Ela sabia que eu a observava, mas não se importava que eu a estava olhando, ela só queria me provocar, ferir… Eu a conheço como a palma das minhas mãos. Mesmo quando ela está se mantendo forte, eu sabia que quando ela estivesse sozinha, choraria até perder as forças, sem que ninguém visse.
Baby let me love you down
there’s so many ways to love ya
baby I can break you down
there’s so many ways to love ya
got me like, ooh my gosh I’m so in love
I found you finally, it make me want to say
Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh,
Ohh my gosh
You make me want to say
Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh
Ela tinha três tipos de sorriso: O alegre, o irônico e o tímido… Esse era o que eu mais gostava, ela sempre sorria timidamente quando eu dizia que ela era linda ou ficava encarando-a quando estávamos deitados na cama. Sua bochecha ficava num tom avermelhado e logo um sorriso tímido brotava, sem revelar seus dentes, mas acentuando suas covinhas. Como eu sabia disso? Eu passei anos somente observando-a de longe, desejando que um dia nossas brigas infantis terminassem e que ela percebesse que sempre foi tudo o que eu sempre quis.
Feel so hot for honey out of all the girls up in this club
this one got me whipped, just off one look, yep I fell in love
girl you something special, you just like dynamite
you’re, you’re, you’re, you’re, you’re, you’re, you’re out of sight
fell in love with honey like my, oh my
honey looking wonderful; fly, so fly
honey like a supermodel; my, oh my
baby how you do that, make a grown man cry?
ooh (oooh) baby, you got it alll
sexy from her head to the toes
and I want it all, it all, it all
Apesar de tudo o que houve entre nós, eu não poderia simplesmente esquecê-la, apagá-la da minha memória. Ela é o amor da minha vida e dizem que você nunca esquece o seu primeiro amor, então acho que é ainda mais impossível de esquecer o último e ela era… Meu primeiro e último amor. Eu nunca olharia para outra mulher da mesma forma que olho para ela.
So, honey let me love you down
there’s so many ways to love ya
baby I can break it down
there’s so many ways to love ya
got me like, ooh my gosh I’m so in love I found you
Finally,
you make me want to say.
Oh my gosh
Oh my
Oh, oh my gosh
Oh my gosh
I did it again
So I’m gone let the beat drop
Oh, oh, oh my
Oh, oh, oh my, my, my, my, my, my
Ooh my gosh
Eu tinha que concertar as coisas, eu já estava pronto para perdoá-la e tê-la nos meus braços novamente. Só tinha que convencê-la a me perdoar agora.
Deixei um sorriso escapar pelos meus lábios, com a decisão que acabara de tomar. Eu iria ter suyane de novo, custe o que custar.
- Finalmente te achei! – Maggie disse contente, mas logo ficou de cara feia quando viu para quem eu olhava. – Acho que você não se importou muito com a minha ausência. – Ela sorriu fraco e deu de ombros.
- Hey, Maggie, espera! – Fui atrás dela, que me ignorou, saindo da festa.
- O que você quer? – Maggie disse, irritada. Ela nunca tinha falado comigo assim antes.
- Maggie, você está sendo uma ótima amiga e eu sinto muito por ter te desapontado, nós nunca deveríamos ter transado, pois eu estava carente e perturbado. Eu ainda amo a suyane. – Desatei a falar. Notei que algumas lágrimas queriam escapar pelos olhos de Maggie e aquilo estava acabando comigo.
- Você é inacreditável, pedro lucas munhoz! – Ela sorriu sarcástica. – Essa garota passou a vida inteira te esnobando, nunca se importou com o que você sente, preferiu ir pra Milão a aceitar se casar com você e você ainda me diz que a ama? – Olhou-me, incrédula.
- O que você quer que eu diga, Maggie, hein? – Disse, nervoso, levantando minhas mãos para o alto. – Eu não posso escolher o que eu sinto. – Cuspi as palavras na cara de Maggie e ela me olhava nervosa.
- Naquele dia no autódromo… – Ela pausou. – Você bateu o kart por causa dela, não foi? – Eu não disse nada, mas Maggie pareceu interpretar meu silêncio como um sim e deixou uma lágrima cair de seus olhos. – Você é tão patético, ela quase acaba com a sua vida, mas é só ela voltar e te dizer duas palavras que você cai na dela outra vez.
- E você queria que eu dissesse o quê? – Minha voz saiu mais alta que o normal, pois Maggie me olhou amedrontada. – Que eu tenho nojo da suyane e que apenas fiz sexo com ela ontem por piedade, pois ela não significa nada pra mim?! – Ouvi o barulho da porta rugir e notei os olhos marejados de suyane me fitando no corredor. Ela me olhou com desgosto e em seguida fechou a porta e no mínimo deve ter achado que eu realmente quis dizer aquilo sobre ela. Puta que pariu, quando é que eu vou parar de me foder?
- pê… Eu acho que ela ouviu…
- Eu sei o que aconteceu, Maggie. Satisfeita? – Disse, irônico. Fechei a porta com tudo na cara de Maggie e voltei para a festa, eu precisava dizer a suyane que ela tinha ouvido tudo errado.
- thomas, cadê a suy? – Perguntei, preocupado.
- Eu não sei, dude, ela entrou aqui apavorada. O que aconteceu?
- Eu fodi com tudo, de novo.
pê pov off
Eu bebi como uma louca. Eu não deveria beber, segundo a minha médica. Mas que se foda, eu estava sob muita pressão. Eu não agüentava mais o comportamento bipolar do pê. Uma hora ele me odeia, outra hora ela faz sexo comigo e depois volta para a Maggie? Ele só estava me usando, apenas isso. Enquanto eu dançava eu vi que seus olhos não desgrudavam de mim, então se ele me odeia, por que ele não parava de me olhar daquela maneira? Eu iria acabar com tudo. Eu iria chegar na cara dele e dizer tudo que estava entalado na minha garganta. Se ele não estava mais disposto a ficar comigo, que me esquecesse de uma vez e que nunca mais olhasse para mim. Eu não iria ser a garota que ele não consegue perdoar, mas consegue transar. Vi que ele saiu atrás da girafa ruiva e decidi ir atrás, era bom que eu já acertava minhas contas com aquela palhaça também.
- suy, aonde você vai? - Chloe perguntou.
- Resolver minha vida. – Disse firme e saí.
Quando eu abri a porta, meu mundo desabou… Eu só queria desaparecer.
(N/a: Dê play na segunda música)
- Que eu tenho nojo da suyane e que apenas fiz sexo com ela ontem por piedade, pois ela não significa nada pra mim. –pê disse convicto e eu não conseguia mais respirar.
You said I was your everything
You said I was the one
You played me like a radio
You used to love that I had no shame
Andei depressa entre as pessoas e me deparei com um corredor. De fato a última porta que tinha ali devia ser a suíte de Dallas, e foi pra lá que eu fui. Corri para o banheiro e tranquei a porta. Encostei minhas costas na madeira e fui deslizando até sentar no chão. As lágrimas desceram numa velocidade tremenda, meu peito parecia estar estilhaçado e eu não consiga respirar. A dor que eu sentia era pior do que eu sentia quando o deixei; antes eu chorava por ter quebrado o coração dele, mas agora o caso era o inverso. Ele não só tinha quebrado o meu coração, ele tinha o arrancado do peito e esfarelado em seus dedos. Ele só me usou, ele nunca me amou e agora tinha pena de mim.
Put my pain into words
Hold my hand to the flame
Tell me you love me like a star
Tell me you want me wherever you are
Tell me you breathe me till your last breath
Liar liar
Oh, liar liar
Tão rápido como o turbilhão de pensamentos, veio tudo o que eu tinha comido durante o dia na minha garganta. Eu estava nervosa e sabia o que estava prestes a acontecer. Arrastei-me até a privada e vomitei até não poder mais e agora todo meu esforço em ficar saudável tinha ido privada a baixo. Eu chorei com mais força ainda, pê tinha acabado comigo e com tudo o que eu sou. Ouvi batidas frenéticas na porta do quarto e eu realmente não queria abri-la… Eu não tinha forças para isso.
Bit by bit I feel the draft
Just sit back and watch it burn
Hold your eyes up to my veins
Call out, call out my name
- suyane, abre essa porta, por favor! – Ouvi lana dizer.
- suy, abre, estamos preocupados. – lucas disse.
Os demais também bateram pedindo para entrar, mas eu ignorei. Eu parecia catatônica. Encarava a parede a minha frente e chorava. Eu não conseguia falar e nem pensar… Apenas chorava.
Tell me you love me like a star
Tell me you want me wherever you are
Tell me you breathe me till your last breath
A porta se abriu e rapidamente lana, Blair e Chloe correram alarmadas na minha direção. Elas me abraçaram, fecharam a tampa da privada dando descarga e me sentaram lá.
- Vem, você precisa lavar esse rosto. – lana me levou à pia do banheiro, enquanto Blair segurava meus cabelos para lana lavar meu rosto, percebi que Chloe não estava mais ali.
Liar liar
Oh, liar liar
Liar liar
Oh, liar liar
pê pov on
- O que houve entre você e a suy? Ela entrou aqui toda triste e as meninas estão todas preocupadas. – Perguntou pedro.
- Eu preciso falar com ela, foi tudo um mal entendido. – Disse, atordoado. Vi lucas indo em direção ao corredor e mais que depressa fui atrás dele e pedro e thomas em meu encalço. – lucas, você sabe onde a suy está? Eu… Eu preciso falar com ela. – Falei, desesperado.
- Ela está no quarto do Dallas, to indo lá saber o que aconteceu. Dude, não sei o que você fez, mas foi pesado. Eu nunca vi a suy daquele jeito. – Ele disse, preocupado, abrindo a porta do quarto.
Tell me you love me like a star
Tell me you want me wherever you are
Tell me you breathe me till your last breath
- Calma, amor, vai ficar tudo bem. – lucas deu um beijo na cabeça de Chloe e a confortava num abraço.
- Chloe, cadê a suyane? Eu preciso muito falar com ela. – Disse, angustiado.
- Fica longe dela, pê. – Chloe disse em um tom bravo que nunca usara comigo antes. – Ela estava indo tão bem com o tratamento e você conseguiu estragar tudo!
- Tratamento? – lucas indagou, confuso.
- Mas, o que está acontecendo aqui? – pedro.
- Eu não sei do que você está falando, Chloe. – Vociferei.
- A suy está com anorexia nervosa, seu idiota. – Ela disse e agora sim eu me sentia um nada. Isso explica porque ela estava tão magra desde que chegou de Milão.
Liar liar
Oh…
Ao abrir a porta, Chloe correu e abraçou lucas, ela estava chorando e eu estava ficando cada vez mais desesperado.
suyane saiu do banheiro com lana e Chloe, seus olhos estavam vermelhos de tanto chorar. As meninas me olharam de canto e suyane me olhou aborrecida. Eu não sabia o que fazer, eu só queria fazê-la entender que aquilo tudo foi um grande mal entendido.
- suy, você precisa me escutar! Eu não quis dizer aquilo. – Fui em sua direção e ela me censurou com o olhar.
- Não dirija nenhuma palavra a mim, pedro lucas.
Tell me you love me like a star
Tell me you want me wherever you are
Tell me you breathe me till your last breath
- pê, é melhor vocês conversarem depois. – lana incentivou.
- Eu não posso, ok? Eu preciso falar com ela agora! – Disse, nervoso.
- Galera, é melhor deixá-los conversar sozinhos. – Ouvi pedro dizer.
- suy, você quer ir? – Blair perguntou.
- Eu vou falar com ele. – suyane limpou suas lágrimas e então os demais saíram do quarto.
- suyane, aquilo que você me ouviu dizendo a Maggie foi tudo errado… Eu…
Liar, liar
Oh, liar liar
- Sabe… – Ela me interrompeu. – Eu perdi minha virgindade com Ryan e nunca me senti bem com aquilo, pois eu não sentia nada por ele. – Pausou, e eu realmente não sabia onde ela queria chegar com aquilo. – Então quando nós terminamos, eu prometi a mim mesma que só faria aquilo com alguém que eu realmente amasse e que também me amasse, e por ironia do destino essa pessoa acabou sendo você. – Ela sorriu nervosa. – Alguém que tem nojo e pena de mim. Você dizia que eu não valia nada, pois eu tinha ido embora, mas agora vejo que estamos nivelados. Você não vale nada, é tão podre quanto eu pensava. – Pontada. Foi isso que eu senti ao ouvi-la dizer aquelas palavras.
- Porra, suyane! Você precisa me escutar, eu estava dizendo a Maggie que eu te amo, eu não posso viver sem você. – Senti as lágrimas ridículas querendo rolar dos meus olhos e dessa vez eu não seria capaz de impedi-las.
- A farsa acabou, pê, agora você pode parar de fingir que ama a priminha intocável, afinal, você já comeu ela e provou pra todo mundo que consegue sempre o que quer. Certo? Parabéns. – Ela deu de ombros, saindo do quarto.
Corri atrás dela, mas só o que eu vi foram rostos desconhecidos e thomas e pedro me tirando daquele lugar.
Capítulo 28- Don’t go away
(N/A: Coloque para carregar e dê play quando pedido.)
Aeroporto Heathrow - Londres – 07h30min PM
Mamãe costumava me dizer o seguinte: Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje, pois o amanhã a Deus pertence. Ela tinha toda a razão, se eu a tivesse escutado, eu teria dito que eu o amo antes e não quando estou à beira da morte, - entretanto, nós, seres humanos, somos falhos e só percebemos o que temos no exato momento que estamos perdendo. Eu… Te… Amo, pedro lucas munhoz, e sempre vou amar.
***
Algumas horas mais cedo…
Westminster - Londres- 01h45min PM
Saí da faculdade e marquei de encontrar lana no Green Park. Eu havia tomado uma decisão importante e precisava conversar com ela com calma. Sentei-me num banco entre as árvores, esperando pela minha melhor amiga. Eu sentiria falta de Londres - e como sentiria -, mas eu precisava de um recomeço, de uma nova vida e estando na mesma cidade que ele, tendo o mesmo círculo de amigos que ele tinha e ser da mesma família que ele, não me ajudaria a seguir em frente nunca. Foi estúpido de minha parte acreditar que um dia pê sentiria mais que desejo reprimido por mim. Eu deveria ter evitado aqueles sentimentos desde o começo, mas o amor tem esse poder de enfeitiçar as pessoas, ele te deixa fraca e no final você ganha um coração partido. Esse é o preço por se apaixonar pelo maldito cara errado. Estava demasiadamente perdida nos meus pensamentos e nem notei alana sentada ao meu lado.
- Eu não gosto dessa sua cara. – Ela disse, aflita, estralando os dedos. – Isso significa que você tem algo importante a me dizer.
- É, eu tenho mesmo. – Sorri sem emoção.
- Antes de você me dizer o porquê me chamou aqui, e eu sei que vou odiar o motivo dessa conversa, eu posso dizer uma coisa? – Eu assenti.
- Não sei qual foi o motivo que te levou a esconder de mim que você tem anorexia, mas eu fiquei chateada, sabe? – Eu percebi que lana iria chorar e aquilo me doía. – Você nunca me escondeu nada antes, e eu acho que você não confia mais em mim, mas eu quero que você saiba que eu sou sua amiga, suy, e me desculpa se eu te dei motivos pra duvidar da nossa amizade, eu amo você e…
- Pare com isso já, senhorita alana Smith! – Ordenei e lhe abracei forte. As lágrimas já começavam a inundar meu rosto, assim como o de lana. Eu me odiava por ter ocultado as coisas dela e por estar fazendo-a se sentir tão mal por minha causa. – Eu não te contei pois não queria te dar trabalho. Você tem se preocupado tanto comigo, que eu não queria te levar mais um problema.
- Você não me dá trabalho, sua boba. Amigas servem para ajudar umas as outras. – Desfizemos o abraço e agora nossos dedos estavam entrelaçados. – Eu só quero que você nunca mais me esconda nada e me prometa que vai se curar dessa doença, ok?
- Ok. Eu tenho ido ao nutricionista e ao psicólogo, - Esbocei um sorrisinho de canto. - embora eu tenha tido uma recaída ontem, eu estou lutando contra isso. – Limpei minhas lágrimas.
- Isso tudo foi por causa do munhoz, não foi? - Ouvir o nome dele me dava uma pontada terrível no peito.
- Foi, em parte. Eu estava nervosa com tudo quando fui pra Milão, fiquei estressada com o trabalho, faculdade, estava me achando feia e parei de comer.
- Jura que você está se cuidando né, suy? Isso é perigoso e eu não quero te perder. – Ela me abraçou novamente.
- Eu estou me cuidando, amiga, até porque o que seria da sua vida sem mim pra te pentelhar? – Sorri.
- E o que seria da sua vida sem mim pra cuidar de você? – Gargalhou.
- lana, eu estou indo embora pra Milão. – Falei, antes que perdesse a coragem. lana abriu a boca em forma de O e o sorriso desapareceu de seus lábios.
- Eu não to ouvindo isso. – Disse, incrédula, e se levantou do banco.
- lana, eu…
- Por que você está fazendo isso, suyane? E a faculdade, Paris e eu?
- Eu recebi uma proposta pra trabalhar na Cassidy Events de Milão, e quanto à faculdade eu tenho muitos créditos extras, já estou praticamente formada. Só tenho que voltar para as finais em dezembro e tudo está resolvido. Quanto a você… Eu posso vir te visitar e vice e versa, aliás, a Itália não é tão longe daqui. Paris ficará com você até dezembro e depois eu venho buscá-la. – lana cruzou os braços, parecia emburrada. – Hey, eu preciso recomeçar. Eu só preciso ser feliz e ficar em Londres não está me ajudando nesse momento. – Disse, melancólica.
- Se você vai estar feliz, é isso que realmente importa. Mas jura que não vai se esquecer de mim? – Disse, chorosa.
- É óbvio que não, bobinha. – Abracei-a. - Irmãs para sempre, lembra?
- Irmãs para sempre. – lana limpou as lágrimas insistentes que não paravam de cair sobre o seu rosto. – E quando você vai?
- Hoje à noite. – Mordi o lábio, receosa, lana me olhou assustada, como se quisesse argumentar sobre a minha decisão. Porém ela só respirou fundo e tentou se manter equilibrada quanto a minha decisão. - Preciso arrumar as minhas coisas e antes de ir fazer umas comprinhas, e ninguém mais indicado como a minha futura estilista, huh? – Ela sorriu orgulhosa.
- Vem, vamos ao shopping. Minha melhor amiga é uma promotora de eventos e precisa brilhar mais que todas as italianas. – Gargalhou e me puxou pelos braços.
- As inglesas comandam em qualquer lugar. – Brinquei. – Blair e Chloe vão nos encontrar na Starbucks.
- Então nossas compras serão divertidas.
pê pov on
- Sabe, o tempo passa rápido para aqueles que guardam ressentimentos. – Ela dizia firme e fitava o nada. O vento forte balançava seu vestido levemente branco e seus cabelos chicoteavam no ar. - Você me deixou, suy, eu não posso te perdoar. Você não sabe o que me causou. – Minha voz era dura, mas eu ainda podia sentir o coração dela bater junto ao meu, entretanto, eu não podia simplesmente… Perdoá-la. - Um dia… Eu vou te dizer, pê. – Embora, o olhar dela fosse sôfrego, um sorriso leve tomava forma em seus lábios. – Não deixe o tempo passar. – Ela deu de ombros e entrou numa floresta bem bonita. Eu não sabia o que havia lá, no entanto, eu sabia que era perigoso aquele lugar. - suy, não entra aí! – Gritei angustiado e corri atrás dela. Não havia ninguém. Senti uma angústia terrível me dominar, era como se ela tivesse partido… Para sempre.
Acordei desesperado com aquele pesadelo que voltava a me assombrar. Arrastei-me até o banheiro e tomei um banho frio. Eu me sentia cansado, não consegui dormir a noite inteira, eu só pensava nela. Precisava consertar as coisas o mais rápido possível, pois alguma coisa me dizia que algo errado iria acontecer. Era como se eu fosse perder suyane para sempre e eu simplesmente tinha que evitar isso. Toda vez que eu tinha aquele pesadelo, a sensação de perda me acompanhava, uma aflição terrível me dominava e eu não sabia o que fazer. Acho que o pesadelo estava ligado com o fato de Chloe me dizer ontem que suy estava doente, ela tinha anorexia. Embora eu estivesse puto de raiva quando suyane chegou em Londres, eu sabia que havia algo de errado. suyane estava pálida e muito mais magra. suy sempre teve o corpo lindo, tudo devidamente no lugar. Perfeita. De repente ela aparece daquele jeito e eu deveria ter deixado meu rancor de lado e ter conversado com ela. Mas tente me entender, eu estava sofrendo não podia simplesmente esquecer que ela tinha me deixado e fingir que nada tinha acontecido. Contudo, só percebemos o que temos depois que perdemos. Eu estava pronto para perdoá-la, tê-la de volta, mas a pergunta que não quer calar é: Será que ela me perdoaria? Só de cogitar a hipótese de que ela podia não me aceitar de volta, me dava um aperto no coração, entretanto eu só teria minha resposta se corresse atrás do prejuízo e era isso que eu iria fazer.
suy pov on
- Awn, suy! Eu nem acredito que você vai nos deixar. – Chloe fez bico.
- Londres não será a mesma sem você. – Blair choramingou.
- E eu não quero mais pensar nisso, ok? Não to a fim de chorar agora. – lana tentou mudar o rumo da conversa, enquanto me ajudava a fazer as malas.br>< - Meninas, eu estou tão triste quanto vocês, mas como eu disse à lana, a Itália não é tão longe daqui. Virei para cá sempre que puder e também volto pra buscar a Paris, daqui uns dias. – Dei um beijo no topo da cabecinha da minha cadelinha que insistia em morder os pompons de uma blusa de moletom minha que estava jogada em cima da cama. Eu sentiria falta dela, por esses dias que ficaríamos distantes.
- E ainda por cima vai levar minha afilhada. – lana disse triste e eu sorri. Nós brincávamos dizendo que lana batizaria Paris.
- Ele… Err… Sabe que você está indo embora, suy? – Blair perguntou sem jeito e só o fato de pensar nele me machucava.
- Não. – Disse, seca, e agora com tudo dentro da mala, fechei-a e coloquei no chão. – Bem, acho que preciso ir. – Chequei meu relógio que marcava vinte e cinco minutos para as sete da noite.
Minhas amigas me olharam com os olhos cheios de lágrimas; eu nem tinha partido e já estava sentindo uma falta imensa delas.
- Parem de me olhar assim! – Ordenei, sorrindo. – Eu não quero ver nenhuma lágrima, ok? Dá para vocês me abraçarem? – Abri os braços, segurando o máximo possível para não chorar na frente delas e logo elas vieram me abraçar.
- Eu vou sentir tanta saudade da minha Barbie favorita. – Chloe abraçou-me. Ela vivia me chamando de Barbie porque eu adoro rosa.
- Eu vou sentir muitas saudades da minha sem coração predileta. – Blair.
- E eu vou sentir muitas saudades da minha Barbie, sem coração e minha miss drunk predileta, suy amorim. – alana.
- Outch! Quantos apelidos carinhosos, ainda bem que vocês me amam. – Gargalhamos. – Eu também irei sentir falta de vocês, afinal, somos mais que amigas, somos irmãs. – E uma lágrima estúpida insistia em cair dos meus olhos.
- Sisters forever! – Dizemos em uníssono. Nós tínhamos essa mania desde o colégio.
- Agora parem de chorar e me ajudem com as malas. – Brinquei.
- Sua mandona. – Chloe sorriu e pegou minha mala, enquanto Blair pegava a outra e lana, esperta, minha nécessaire.
Elas saíram do quarto já indo em direção ao elevador e eu aproveitei para pegar Paris e dar uma última olhadinha no meu apartamento… Eu sentiria tanta falta dele e de todas as loucuras que lana e eu vivenciamos nele, mas o que é bom sempre acaba. Eu já devia saber disso.
Fechei a porta e corri até o elevador, no qual minhas amigas esperavam por mim. Senti meu BlackBerry vibrar no bolso da minha calça jeans e notei que uma mensagem havia chegado.
“Little Bitch! Quando chegar em Milão me ligue, ok? Final de semana irei te ver. Morrendo de saudades da minha vadia favorita e a futura mulher da minha vida… Love ya Xx Josh”
Sorri lendo a sms dele. Eu estava com uma saudade imensa do meu gay favorito.
- Quem era? – Chloe perguntou, curiosa.
- Josh.
Tratei de respondê-lo imediatamente.
“Estou indo para o aeroporto agora, mal posso esperar pra te ver. Futuro homem da minha vida. Love ya too Xx suy”
Chegamos à frente do prédio e eu já podia ver o táxi me esperando. Dude, eu odeio despedidas, pois é a hora que você dá aquele último abraço nas pessoas mais importantes da sua vida, muitas memórias boas invadem a sua cabeça e a vontade de ficar se torna presente.
- suy, você tem certeza que não quer que a gente te leve ao aeroporto? – lana perguntou.
- Não, eu juro que estou bem. – Menti.
- Olá, senhorita, posso guardar as malas? – Disse, simpático, o taxista.
- Oi, pode sim. – Ele pegou minhas malas e foi guardá-las no porta malas.
- Well, agora é a hora de dar tchau, pessoal. – Sorri sem humor.
- A hora que eu mais evitava. – lana resmungou baixo, abraçando-me. – Eu te amo tanto, amiga, e espero que você seja feliz lá e se não for, volte imediatamente para Londres, ok?
- Obrigada, amor, por tudo. Se cuida, ok? Te amo demais. – Falei e estava difícil manter a pose de durona. Eu queria tanto chorar.
- Boa sorte, amiga, espero que você conheça uns italianos muito gatos. Amo você. – Disse Chloe, com lágrimas nos olhos e em seguida me abraçou forte.
- Pode deixar, e você cuide do kobayashi, hein? Ele é especial. Amo você. – Chloe assentiu.
- Vai com Deus, amiga, e eu sei que você vai se sair bem. Não se esqueça da gente jamais! Eu amo você. – Por fim, Blair disse, abraçando-me com lágrimas nos olhos.
- Eu nunca me esquecerei de vocês, nem que eu quisesse. Também te amo. – Disse sincera e pude ver minhas amigas chorando. Meu coração ficava cada vez mais apertado.
- Bye, meu amorzinho. – Abracei Paris, que lambia minha bochecha. – Mamãe te ama muito e daqui uns dias, ela volta pra te buscar. – Ela abanava o rabinho sem parar. Eu iria morrer de saudades daquela criaturinha. – Se a tia lana te maltratar, pode mordê-la. – Dei um último beijo na cabecinha dela e pude ouvir minhas amigas gargalhando. lana a pegou no colo e me deu outro abraço forte, logo Chloe e Blair se juntaram a nós, dando um abraço coletivo.
- Tchau, amores, amo vocês! – Entrei no táxi e mandei beijos para elas.
- Também te amamos, suy! – Disseram em uníssono e assim que o taxista deu a partida no carro, eu permiti que minhas lágrimas caíssem. Eu estava deixando minha amável Londres para trás, minhas três melhores amigas e ele… O real culpado disso tudo.
pê pov on
Estava feito louco atrás da caixinha do anel de brilhantes que eu tinha comprado para suyane no dia que eu iria pedi-la em casamento, mas eu não achava. Lembrei que eu havia jogado o anel no chão ao meio das inúmeras garrafas de bebidas no chão da sala e depois daquele dia nunca mais vi o anel novamente. Maldita hora que eu fui jogá-lo fora. Puta que pariu! Você é mesmo um imbecil, pedro lucas munhoz. Eu precisava dele, pois eu iria pedir suyane novamente em casamento e não tinha idéia de onde ele deveria estar. Lembrei que os guys deram uma geral na minha casa, aquele dia. Talvez eles tivessem encontrado o anel e o guardado para mim. Peguei o telefone com pressa e liguei para thomas.
- Hey, thomas.
- pê, porra, eu to tentando falar com você há horas! Por que não atende o celular? – Ele parecia nervoso.
- Calminha, d’avilla, eu estava no banho. Eu preciso te perguntar uma coisa você sabe onde está…
- pê, a suy foi embora. – thomas me impediu de falar e se eu não estivesse bem em frente ao sofá, teria caído de bunda no chão, com o que acabara de ouvir.
- C-como assim thomas? Pra onde ela foi? – Perguntei, desesperado.
- Ela está indo pra Milão, nesse exato momento chegando ao aeroporto de Heathrow. Por isso estou tentando falar com você. A Blair chegou em casa chorando, pois a suy foi embora… pê, ainda tá ai?
Eu perdi a fala. Não conseguia emitir nenhum som, meu coração bombeava meu sangue com tanta fúria pelas minhas veias que parecia que eu iria explodir.
Eu precisava impedi-la.
- Tô… Dude, eu preciso impedi-la, eu preciso dela de volta! – Falei, exasperado.
- Então corre pro aeroporto, man, talvez você ainda consiga alcançá-la.
- É isso que eu vou fazer. thomas, você por um acaso sabe onde foi parar o anel que eu tinha comprado pra suyane, no dia que eu ia propor?
- Sim, está dentro do hack. – Corri até o hack e abri a portinha, achando a caixinha do anel. – Por quê?
- Porque eu vou pedi-la em casamento de novo. Valeu, man.
- Boa sorte, cara, eu espero que tudo se ajeite entre vocês dessa vez. –thomas desejou, sincero.
- Obrigado. – Desliguei o telefone e saí correndo de casa.
Era minha última chance de tentar, dessa vez eu precisava fazer tudo certo. Eu me ajoelharia, cantaria e se fosse preciso faria uma declaração de amor para suyane no meio do aeroporto pra todo mundo ver. Eu estava pouco me fodendo se iria encenar uma cena ridícula, na frente de todos. Eu só queria a garota dos meu sonhos de volta, eu lutaria por ela.
suyane é meu destino, é minha metade e sem ela… Eu não poderia viver, sem um pedaço de mim.
suyane pov on
O caminho todo até o Heathrow eu vim chorando e recapitulando os momentos mais legais que vivi em Londres, e foram tantos. O engraçado é que na maioria desses momentos, ele estava presente. É meio que difícil excluir da sua vida uma pessoa que cresceu ao seu lado e que, para piorar tudo, faz parte da sua família. Eu não tinha pensando que mesmo indo embora, eventualmente eu acabaria encontrando pê, pois aquele estúpido infelizmente é meu primo e isso não tinha como eu apagar. Só espero que quando eu encontrá-lo, esteja totalmente curada desse amor patético. Uma hora ou outra as feridas se cicatrizam e eu espero profundamente que meu amor por pedro lucas munhoz se torne uma pequena cicatriz insignificante.
Notei que já estava em frente ao grande aeroporto de Heathrow e enxuguei minhas lágrimas. Peguei meu pó compacto de dentro da bolsa e vi pelo espelho que embora meus olhos estivessem vermelhos, minha feição não estava tão mal assim. Eu não queria assustar as pessoas. Saí do carro e assisti ao taxista pegar minhas duas malas. Ele as entregou a mim e eu lhe paguei.
- Obrigada, senhorita, faça uma boa viagem. – Sorriu.
- Obrigada. – Agradeci e dei de ombros.
Eu pensava numa estratégia de carregar as minhas malas, antes de pegar o carrinho de bagagens que estava dentro do aeroporto, mas uma voz conhecida me gritou e meu coração disparou quando vi que pê estava do outro lado da rua, olhando-me. Fiquei sem respirar. O que ele estava fazendo aqui e me gritando desse jeito? As pessoas passavam e me olhavam, eu estava me sentindo mal sendo o centro das atenções. Ignorei o chamado dele e tentei puxar as minhas malas pesadas, mas ele gritou ainda mais alto e eu não pude ignorar.
- suyane! Por favor, me dê um minuto! – pê gritou e por sorte a rua estava lotada de carros e ele não poderia vir ao meu encontro.
Observei algumas pessoas parando ao meu redor e me olhando com aquela cara de “Ah, dê uma chance a ele”. Dei um sorriso amarelo e percebi que se eu não fosse falar com pê, ele me mataria de vergonha com todo aquele escândalo.
- Ele é maluco. – Disse pra uma mulher que me olhava. – Você poderia olhar minhas malas, enquanto falo com ele?
- Posso sim, querida. – Ela concordou, sorrindo. – E ele não é maluco, apenas apaixonado.
- Acredite, ele não é. – Sorri sem humor e fui ao encontro de pê.
Não consegui atravessar a rua, pois os carros estavam passando um atrás do outro. Definitivamente, todo mundo decidiu viajar no mesmo dia que eu. Pude ver pê do outro lado da calçada, inquieto. Vi um brilho brotar nos seus olhos quando ele me olhou, fazendo com que meu coração batesse forte.
(N/A: Hora de dar play naquela música.)
Cold and frosty morning
There’s not a lot to say
About the things caught in my mind
And as the day was dawining
My plane flew away
With all the things caught in my mind
- Você tem cinco minutos pra dizer o que você quer! – Gritei.
I don’t wanna be there when you’re coming down
I don’t wanna be there when you hit the ground
pê me olhou surpreso, acho que ele pensou que eu seria mais resistente, porém eu não tinha tempo a perder. Quanto mais rápido ele falasse, aquele momento acabaria logo e eu pegaria meu avião para longe daqui.
So don’t go away
Say what you say
But say that you’ll stay
Forever and a day
In the time of my life
‘Cause i need more time
Yes, I need more time just to make things right
- suy, você não pode ir embora, aquilo que aconteceu na festa foi um mal entendido! Eu amo você! – Ele gritou e meu coração estúpido começou a bater mais forte.
Olhei para trás e vi algumas pessoas nos olhando e sorrindo. Senti minha bochecha corar, eu devia estar parecendo um pimentão. Eu queria tanto que aqueles carros descem uma trégua e que pê eu pudéssemos conversar sem platéia.
- Você não pareceu me amar, quando disse que eu não significava nada pra você!
Damn my situation
And the games i have to play
With all the things caught in my mind
Damn my education
I can’t find the words to say
About the things caught in my mind
- suy, você precisa acreditar em mim! – Seu olhar parecia sincero e eu não estava gostando de como eu estava me sentindo.
Como se meus pedidos fossem atendidos, os carros pararam de passar e eu atravessei, indo até pê, que rapidamente correu em minha direção parando a minha frente. O perfume dele me intoxicou e sentir o corpo dele tão perto ao meu causava estática no meu corpo.
I don’t wanna be there when you’re coming down
I don’t wanna be there when you hit the ground
- Depois que a gente brigou na festa, eu parei pra pensar e vi que eu não poderia ficar longe de você. – Ele disparou a falar. – Eu dizia a Maggie que eu não podia mais ficar com ela, que eu queria voltar com você, então ela me disse que eu era um idiota por acreditar em você, e eu disse que te amava e que não podia dizer que nunca te amei e que fiquei com você por dó e foi aí que você chegou e entendeu tudo errado.
- Por que eu acreditaria em você, pê? – Disse, com os olhos cheios de lágrimas.
So don’t go away
Say what you say
But say that you’ll stay
Forever and a day
In the time of my life
‘Cause i need more time
Yes, i need more time just to make things right
- Porque eu amo você e estou disposto a fazer tudo pra você me perdoar. Eu quase enlouqueci sem você, suyane, e agora eu estou pronto pra esquecer o passado. E-eu simplesmente não posso tirar você da minha vida. Eu te amo tanto, me perdoa por tudo. – Ele disse, sincero, e me olhava de uma forma tão apaixonada que não tinha como ele estar mentindo pra mim. – Não vá embora, fica comigo.
Eu não iria a lugar nenhum, pois eu o amava. Eu estava prestes a dizer isso quando eu vi um carro correndo em direção a pê. Senti meu coração disparar e um arrepio subir pela minha espinha. Eu tinha que salvá-lo. Empurrei pê com tudo para trás e a próxima coisa que eu senti foi o carro me acertar e eu bater minha cabeça com tudo no para-brisa, em seguida caí no chão e tudo parecia estranho.
Me and you what’s going on?
All we seem to know is how to show
The feelings that are wrong
- NÃO! – Ouvi pê gritar e notei que ele se agachou ao meu lado.
So don’t go away
Say what you say
But say that you’ll stay
- Amor, fala comigo, por favor! – Ele disse, em meio às lágrimas. Senti-me feliz de ver que consegui salvá-lo. Se a dor na minha cabeça não estivesse tão forte, eu poderia até sorrir. – Olha, eu vou procurar ajuda e tudo vai ficar bem… V-você não pode me deixar, tá ouvindo? A gente vai fazer tudo dar certo dessa vez. – Ele pousou as mãos tremulas na minha cabeça e notei que elas estavam sujas de sangue. – Alguém ligue pro 911, por favor! – Ele gritou para as pessoas que formavam uma roda em nossa volta.
- pê… pê, eu te… – Eu tentava falar, mas eu me sentia fraca e minha visão estava turva. Ele precisava saber que eu o amo.
- Não se esforce, ok? Vai ficar tudo bem, eu amo você e não vou te deixar partir nunca, ok? – Ele continuava afagando meus cabelos e eu podia sentir as lágrimas dele caindo sobre o meu rosto.
Forever and a day
In the time of my life
‘Cause i need more time
Yes, i need more time just to make things right
Eu queria resistir, eu queria manter meus olhos abertos… Eu queria olhar nos olhos de pê pra sempre, pois só assim eu me sentiria feliz, mas por que parecia tão difícil agora poder enxergá-lo? Por que a imagem dele estava se esvaindo da minha mente?
Don’t go away
Say what you say
But say that you’ll stay
Forever and a day
A dor na minha cabeça estava ficando intensa e eu não conseguia enxergar o rosto de pê, e tudo que eu mais queria era ver aqueles olhos castanhos pela última vez. Minha respiração estava falha, meus olhos estavam fechando involuntariamente e eu sentia o gosto metálico de sangue na minha boca. Acho que eu não podia mais ficar aqui, entretanto, eu não podia partir sem dizer o que eu sentia por ele e adiei tanto tempo.
In the time of my life
‘Cause i need more time
Yes, i need more time just to make things right
Mamãe costuma me dizer o seguinte: Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje, pois o amanhã a Deus pertence. Ela tinha toda a razão, se eu a tivesse escutado eu teria dito que eu o amo antes e não quando estou à beira da morte, entretanto nós seres humanos somos falhos e só percebemos o que temos, no exato momento que estamos perdendo.
‘Cause i need more time just to make things right
- Eu… Te… Amo, pedro lucas munhoz, e sempre vou amar. – Disse, com dificuldade, tossindo sangue. Vi o olhar desesperador de pê sobre mim e meus olhos pesarem, mas eu estava feliz por finalmente ter dito o que sempre quis dizer.
Yes, i need more time just to make things right
- E-eu te amo, suy. – Ele disse chorando. – E não ouse me deixar, ok?
pê pov on
Ela deu um sorrisinho de canto e fechou os olhos. Senti meu coração disparar e um frio me invadir. “O tempo passa rápido para aqueles que guardam ressentimentos”, “Um dia eu vou dizer, pê”. Lembrei-me dos pesadelos que eu andava tendo com a suy e agora tudo fazia sentido. O sonho era um alerta, esse tempo todo eu previ o que estava acontecendo e não dei a mínima. Eu passei tanto tempo tendo raiva dela e quando eu resolvo perdoá-la, já é tarde demais. Ela não podia ter me deixado mais uma vez, ela não podia… Morrer. O que seria da minha vida sem a minha metade?
So don’t go away
Capítulo 29- You made a promise
Mais um dia amanheceu sem eu ter ao menos percebido; eu não me importava com isso.
Passara-se uma semana desde o acidente de suyane e ela simplesmente não acordava. Eu estava ficando desesperado. Os médicos disseram que ela fraturou algumas costelas, quebrou o braço direito e que havia dois coágulos na cabeça dela, porém estes não eram a real causa de preocupação, já que eles diminuíram nos últimos dias; o que realmente preocupava aos médicos e a minha família era que estava tudo bem com a suy, mas ela não acordava… Em outras palavras, suyane estava em estado de coma.
Eu estava muito preocupado com aquela situação e não sairia daquele hospital até minha garota acordar com aquele belo sorriso e me obrigara levá-la para casa, pois aquele quarto estava deixando-a entediada, coisa que eu sei que ela falaria e de fato me faria sorrir. Eu a amava tanto, eu só a queria de volta.
Minha cabeça estava confusa, mergulhada em culpa e dor. Se eu não fosse tão rancoroso, ela poderia estar aqui agora… Nos meus braços. Flashes da noite do acidente e daquele maldito pesadelo não saiam da minha cabeça, “O tempo passa rápido para aqueles que guardam ressentimentos”. Senti uma lágrima rolar dos meus olhos e mamãe apertar a minha mão com força.
- Filho, você precisa ir pra casa e descansar um pouco. Ficar aqui desse jeito não vai ajudar.
- Eu não vou embora até ter notícias dela, mãe.
- pê, ouça a sua mãe, você está esgotado. Descanse um pouco e depois volte para cá, tudo bem? – Meu pai incentivou e eles realmente não me deixariam em paz se eu não concordasse.
- Eu vou daqui a pouco, pai. – Disse e saí da sala de espera. Eu precisava andar.
Fui até a máquina de café e dei de cara com os guys, que pareciam tão exaustos quanto eu.
- Hey, dude. – thomas me cumprimentou, sendo seguido por lucas e pedro. – Como ela está?
- Na mesma, ainda não acordou. – Suspirei derrotado e dei um gole no meu café. – E a imprensa? Não deu descanso ainda?
- Eles continuam falando sobre o acidente e seu suposto namoro com a suy. Nós já demos nossas declarações, só falta você. – pedro respondeu.
- Mas não se preocupe, dude, está tudo sobre controle, ok? E nós estamos cuidando das coisas da banda enquanto você está por aqui. – lucas tentou me tranqüilizar.
- Obrigado, guys, vocês são os melhores amigos que alguém pode ter. – Um sorriso sem humor, mas sincero, escapou pelos meus lábios.
- Você sabe que pode contar com a gente sempre. – thomas sorriu. – Opa, a Blair está me ligando, deve estar querendo notícias da suy, já volto. – Ele se afastou atendendo o celular.
- Não se preocupe, pê, vai dar tudo certo. Você e a suy nasceram pra ficar juntos. – pedro consolou.
- Valeu, mate. Bem, eu preciso encontrar a tia Rach, falo com vocês depois.
- Ok, estaremos na sala de espera. Daqui a pouco Chloe e lana vêm para cá também. A gente se fala. – lucas disse e eu concordei, dando de ombros.
***
Desde que tia Rach chegou ao hospital, ela e vovó não saíam da pequena capela que havia no St Mary. Mamãe ficava lá também, mas ela estava tão ansiosa por notícias que não saia da sala de espera. Eu queria conversar com tia Rach e tio Stephen e dizer tudo sobre a suy e eu. Nós já deveríamos ter contado tudo bem antes, mas estamos sempre deixando as coisas pra outra hora, pois acreditamos que somos o senhor do tempo, que somos capazes de controlar as coisas, porém estamos redondamente enganados.
Fui até a capela e pude ver tia Rach com seu terço nas mãos, sentada no primeiro banco, rezando. Andei até ela lentamente e sentei ao seu lado. Ela deu um sorriso sem humor e depositou um beijo na minha bochecha.
- Olá, querido.
- Hey, tia. – Abracei-a de lado e dei um beijo no topo de sua cabeça. – Onde está o tio Stephen?
- Foi na cantina com a vovó, ela estava com sede.
- Ahn… Eu preciso falar com vocês, tia. – Disse cuidadoso, segurando as mãos dela, que me encarou com olhos curiosos. – É sobre eu e a suy.
- Eu sei de tudo, querido. – Eu olhei confuso. Como assim tia Rach sabia de tudo? Ela, percebendo minha expressão confusa, continuou: - A suy contou tudo, depois que chegou de Milão. Ela estava confusa com tudo o que tinha acontecido entre vocês, então me ligou e não me escondeu uma vírgula. – Tia Rach sorriu fitando o nada. Acho que ela estava se lembrando da cena, e vê-la sorrir daquela maneira me dava um aperto no coração, pois a suy tinha herdado seu sorriso doce.
- E-eu não sabia disso. – Titubeei. – Nós esperamos tanto tempo para contar que eu nunca pensei que ela teria coragem.
- Ela te ama, pê, e sempre te amou, na verdade vocês sempre se amaram e todos nós já sabíamos, no final das contas, vocês nunca esconderam nada da gente. – Vi Tia Rach tentar reprimir algumas lágrimas, mas elas eram mais fortes. Aconcheguei-a num abraço protetor, eu não queria ver minha tia sofrendo daquela maneira.
- Eu também a amo muito e passei a vida inteira tentando me convencer do contrário, mas não consegui. Tudo vai ficar bem, ela vai acordar, tia, eu sei que vai.
- Deus te ouça, querido. Eu não estou pronta para perder a minha garotinha. – Ela disse em meio a soluços e desabou a chorar. Segurei-me ao máximo para não chorar, eu tinha que ser forte, mas isso não impediu de algumas lágrimas despencarem dos meus olhos.
- E eu não estou pronto pra perder a mulher da minha vida… Não mesmo.
- E você não vai perdê-la. – Assustei-me ao ouvir a voz de tio Stephen atrás de mim e suas mãos repousarem nos meus ombros. – Assim que minha filha acordar, nós vamos ter uma conversinha sobre esse namoro de vocês.
- Olha, tio… Eu quero que o senhor saiba que eu tenho as melhores intenções com a suy, e-eu nunca vou machucá-la. – Disse apreensivo, mas só me acalmei assim que vi um meio sorriso surgir no rosto do meu tio e Tia Rach apertar minha mão de leve.
- Eu sei disso, pê, mas isso não significa que eu não vou ficar de olho em vocês.
- Querido… – Tia Rach repreendeu meu tio e ele começou a rir.
Pelo menos a atmosfera daquele lugar estava um pouco melhor, devido às crises antecipadas de ciúme do meu tio. Isso só despertava mais a minha vontade de ver a suy acordada e toda a loucura da nossa família começar outra vez.
***
Depois de muito insistir, o médico permitiu que eu pudesse entrar no quarto de suyane. Eu precisava vê-la, tocá-la… Eu precisava estar lá quando ela acordasse. Apesar dos hematomas distribuídos pelo seu corpo e pelo braço engessado, seu semblante era tranqüilo e leviano. suy parecia estar dormindo sem preocupação nenhuma. Linda como sempre. Meu coração bateu mais rápido no momento em que minhas mãos entraram em contanto com a pele dela. Eu sentia tantas saudades, eu só queria abrir meus olhos e ver que tudo não passou de um sonho ruim. Ela não merecia nada daquilo, ela não merecia estar naquela cama. Eu quem deveria está em seu lugar. Se suyane não tivesse salvado a minha vida, eu estaria no lugar dela, no entanto, ela preferiu se arriscar por mim, e isso só me fazia amá-la ainda mais e querer com todas as minhas forças que ela acordasse. Eu nunca seria feliz sem ela e se ela me deixasse… Eu daria um jeito de ir logo em seguida, porque viver sem suy não faria nenhum sentido, pois suyane era a minha vida.
Afaguei seus cabelos e acariciei seu rosto delicado com as costas das mãos, por fim depositei um selinho demorado em seus lábios. Sentei na poltrona que havia do lado da cama e segurei sua mão.
- Eu me lembro de quando o vovô estava internado e nós dois estávamos deitados na cama de hospital com ele, um de cada lado. – Sorri ao me lembrar do acontecido. – Nós tínhamos prometido que não iríamos dormir, pois o vovô poderia precisar de nós, mas eu estava tão cansado que acabei caindo no sono e eu me lembro muito do bem do que você disse, antes de eu apagar de vez: Não se preocupe, vovô, eu vou cuidar do pê, mesmo que o senhor não esteja mais aqui. Ele é chato às vezes, mas, eu o amo e ele precisa de mim. – Senti uma lágrima rolar dos meus olhos. – E foi nesse momento que senti meu coração bater numa freqüência muito rápida ao ouvir você dizer palavras tão sinceras. Eu soube que você era especial e que eu não poderia te tirar nunca da minha vida. Eu realmente preciso de você, suyane amorim, minha vida não tem sentido sem você. Que tal você acordar e cumprir a promessa que fez ao nosso avô, hein? Você deve isso a ele e a mim também. – Quando me dei conta, eu chorava sem pudor nenhum e eu não queria mais tentar reprimir aquelas lágrimas. – E-eu te amo tanto, volta… Por favor.
***
Eu andava por uma estrada conhecida, mas não me lembrava ao certo onde eu estava. Havia árvores, muitas delas no fim da estrada. A grama era verdinha e uma bela casa havia ali. A arquitetura da casa era antiga, possuía dois andares com janelas enormes, os tijolinhos vermelhos davam um ar ainda mais gracioso para aquela casa de campo. Adentrei aquela imensidão verde e me senti feliz naquele lugar, eu não queria ir embora nunca. Lá eu poderia respirar tão… Bem. Na varanda, tinha duas cadeiras de balanço e um homem sentado em uma delas fitando o nada. A estranha sensação de já conhecer aquele lugar não saía da minha cabeça. Aproximei-me do homem e sentei na cadeira de balanço ao seu lado.
- Olha a moça linda que você se tornou, eu tenho te observado sempre. – Ao ouvir aquela voz, meu coração se encheu de alegria.
- Vovô! – Disse, eufórica, e o abracei. – Que saudades do senhor, e-eu sinto tanto a sua falta. – Senti algumas lágrimas de felicidades rolarem pelo meu rosto.
- Eu também sinto a sua falta e de todos que ficaram. – Ele me olhava contente e me abraçou.
- Agora é tudo como era antes, estamos juntos novamente e eu não quero mais ir embora. – Suspirei aliviada, esboçando um sorriso de canto. Balancei-me levemente na cadeira, como eu costumava fazer quando era pequena.
- Por mais que eu adore te ter aqui, você não pode ficar, querida. – Vovô disse, num tom sereno, e eu olhei desentendida.
- Por que eu não posso ficar aqui? O senhor não quer que eu fique?
- Eu queria sim, querida, mas ele disse que não é a sua hora… Você tem coisas a fazer e somente quando elas estiverem finalizadas poderemos nos encontrar de novo. – Ele deu um sorriso terno e se levantou da cadeira, indo para o jardim; eu o segui.
- Mas eu não quero voltar, vovô. – Senti meus olhos marejarem. – Lá eu sinto dor e aqui não. Tudo é tão pacifico… E ninguém precisa de mim lá.
- Você tem certeza disso? – Eu assenti. – Siga-me. – Ele ordenou.
Fomos em direção a uma floresta muito bonita. Havia um belo lago por ali, a água era tão límpida. Vovô sentou-se na beirada e me chamou para que eu me sentasse ao seu lado. Sentei-me e observei ele passar as mãos sobre a água. – Observe.
Olhei para o lago e pude ver mamãe e vovó rezando numa pequena capela, elas choravam tanto e vê-las daquela maneira partia o meu coração. Vi tia Grace e tio Spencer em uma sala de espera, eles pareciam tristes e exaustos e, do outro lado, lana, Blair e Chloe chorando sem parar e thomas, lucas e pedro sem saberem o que fazer, e Josh muito preocupado, pegando um avião. De repente senti uma angústia terrível invadir o meu peito.
- E-eu não entendo. – Titubeei, nervosa.
- Você vai entender. – Vovô disse sereno e passou as mãos sobre a água mais uma vez.
Vi papai andando por um estacionamento, olhando uma foto minha que ele guardava em sua carteira; as lágrimas eram visíveis em seu rosto e por fim meu coração quase parou quando vi pê sentando em uma poltrona chorando muito, ele segurava a mão de uma garota. Forcei a visão para observá-la melhor. A garota estava deitada numa cama, ela estava coberta por um lençol branco até a altura da cintura. Sua pele era clara, seus cabelos longos e castanhos, caiam como cascatas até a cintura. Senti-me confusa quando olhei para seu rosto, pois aquela garota deitada naquela cama de hospital era eu. Meu ar começava a faltar e uma espécie de tristeza me dominar. Eu não queria causar tanto sofrimento, para as pessoas que eu amo. Contudo, aqui eu tinha o vovô, eu sofri tanto quando o perdi, eu não podia simplesmente deixá-lo.
- Vê agora o quanto eles precisam de você, suyane? – Ele afagou as mãos nos meus cabelos.
- Mas eu não quero te deixar. – Abracei-o e deixei minhas lágrimas me dominarem mais uma vez.
- Eu estou bem aqui, querida, e um dia nós vamos nos ver novamente, eu vou esperar por você. – Ele depositou um beijo na minha cabeça. – Além do mais, você me fez uma promessa. – Olhei confusa e só então ouvi uma voz dizer:
- Eu realmente preciso de você, suyane amorim, minha vida não tem sentido sem você. Que tal você acordar e cumprir a promessa que fez ao nosso avô, hein? Você deve isso a ele e a mim também. E-eu te amo tanto, volta… Por favor.
E ouvir aquelas palavras realmente me fez ver que eu deveria voltar e cumprir minha promessa. Eu não podia deixar pê lá. Eu tinha que cuidar dele.
- Promete que vai me esperar? – Ele sorriu ladino.
- Sempre.
- Eu amo você. – Abracei-o forte.
- Eu também te amo.
Dei de ombros e sai da floresta, no momento em que abri meus olhos encarei paredes em um de tom cinza ao meu redor e duas íris castanhos magníficas me fitarem. Eu tinha voltado por ele.
Capítulo 30- Times Stands Still
(Coloque essa música pra carregar e dê play quando pedido)
Minhas retinas queimaram, desacostumadas com a claridade do dia. Eu tentava manter meus olhos abertos, eu precisava do brilho daqueles olhos castanhos pra me manter aquecida, feliz. Analisei as paredes claras em minha volta, mas logo perdi o interesse, a voz dele tirava o meu foco de todo o resto, por mais que eu ainda estivesse bem confusa.
- Mih… Amor, você acordou! – pê disse, eufórico, e depositou um selinho apertado nos meus lábios. – Eu sabia que você iria voltar, eu te amo tanto e… E eu preciso tanto de você. – Ele me abraçou e senti suas lágrimas de felicidade molharem o meu rosto. Senti-lo assim tão perto era a melhor sensação que eu podia sentir. De repente, eu podia sentir toda a confusão da minha mente se esvair.
- Hey, amor… –Minha voz saiu falha, porém contente. pê me abraçou forte e eu gemi pela dor que senti na minha costela, então senti o abraço dele afrouxar um pouco.
- Me desculpe, eu te machuquei, né? – Indagou preocupado e nem me esperou responder. – É que eu estou tão feliz e não consigo parar de te abraçar, é como se eu não pudesse ficar longe de você. – Um sorriso enorme tomou conta de seu rosto e vê-lo tão feliz em meio aquelas lágrimas me deixou emocionada. Eu nunca tinha visto pê chorar, a não ser no velório do vovô e ele tinha treze anos. Aquilo era inédito para mim.
- Relaxa, princeso, se fosse você no meu lugar, eu faria a mesma coisa. Acho que seria capaz de quebrar seus ossos. – Brinquei e ele gargalhou sentando-se na beirada da minha cama e segurou a minha mão boa, já que meu outro braço estava totalmente engessado.
- Eu senti tanta falta desse sorriso. – Ele acariciou meu rosto tão delicadamente, que meus olhos se fecharam com seu toque macio. Abri meus olhos e notei em seu rosto uma expressão tristonha, o que me preocupou.
- O que houve, amor?
- suy, eu peço perdão por tudo o que aconteceu aquele dia. – pausa. – Pelas brigas idiotas, pelo rancor que eu guardei… Por tudo! Você só esta aqui por minha causa. Se nós tivéssemos conversado antes, você não iria embora, eu não correria atrás de você naquele aeroporto e você não precisaria salvar a minha vida. E-eu sinto muito. – Ele beijou a minha mão e mais lágrimas caiam de seus olhos.
- Hey, olha pra mim. – Levantei seu queixo, fitando seus olhos tristes. – Sabe qual é a minha definição de amor, pê? – Ele apenas balançou a cabeça negativamente. – O amor é um sentimento que dura até o fim dos tempos. O amor não é um sentimento egoísta, ele é puro. Eu daria minha vida para salvar as pessoas que eu amo e nunca me arrependeria. Eu pude te salvar aquela noite, e por mais que eu esteja aqui nesse hospital, eu não me arrependo. Só de ver que você está bem, eu já ganho o mundo. – Conclui sincera e em seguida senti os lábios de pê sobre os meus. Um beijo calmo, gostoso, cheio de sentimentos. Ele partiu o beijo e indagou: - Eu quero acordar de manhã e encontrar nos olhos de alguém, a razão pela qual eu me levanto todos os dias. – Nossas bocam continuavam bem próximas e aquele par de olhos que eu tanto amava transmitia um brilho intenso. – Essa é minha definição de amor… E essa razão, eu só encontrei olhando nos teus olhos. Eu te amo, suyane amorim. – Esqueci de respirar, após ouvir aquelas palavras tão lindas e sinceras. Meu coração bateu num ritmo tão frenético, que eu temia um ataque cardíaco. Eu amava tanto aquele cara a minha frente. Invadi a sua boca de uma vez, eu só queria senti-lo mais e mais.
- Eu te amo. – Falei, assim que parti o beijo. Nós precisamos de ar.
- Eu te amo mais. – Nós gargalhamos e só percebemos que alguém estava dentro do quarto no momento em que ouvi a voz alta e melódica de mamãe ecoar.
- Filha! Você acordou! – Ela correu até mim e me abraçou forte. Uma alegria imensa me invadiu e logo em seguida pude ver papai, tia Grace, vovó, tio Spencer e meus amigos adentrando o meu quarto. Uma voz na minha cabeça dizia: Vê o quanto eles precisam de você, suyane? E eu podia reconhecer muito bem aquela voz. Como vovô mesmo disse, ele sempre me observa. Senti uma lágrima quente rolar pelos meus olhos e eu sabia que era muito amada pela minha família, e mesmo que vovô não esteja aqui conosco em corpo e alma, ele estava em espírito… Agora mais do que nunca, eu tinha certeza disso.
pê pov on
- Você tem certeza que está tudo certo, thomas?
- Eu já repeti milhares de vezes que está, pê. – d’avilla respondeu impaciente.
- lana, você buscou o vestido? – Eu estava pirando e surtando todos que estavam a minha volta.
- Sim, munhoz, por Deus!
- Respira, dude, vai dar tudo certo, ok? – pedro me tranqüilizava.
- Eu só quero que saia tudo perfeito, ela merece.
- E vai sair, cara. – lucas.
- Você só precisa relaxar. – Blair.
- E deixar que da parte do visual dela, nós cuidamos. – Chloe falou. – E meninas, vamos nessa que estamos em cima da hora.
- É mesmo. Te vemos daqui uma hora, munhoz, não se atrase. – lana avisou sorrindo e deu de ombros com Chloe e Blair.
É o seguinte: O motivo de toda essa minha agonia é que a suy terá alta hoje do hospital e eu tinha preparado essa grande surpresa para ela e só queria que tudo saísse conforme o planejado. A minha garota merecia o melhor e eu não queria estragar nada. Hoje muitas coisas iriam mudar nas nossas vidas e para a melhor.
suy pov on
- Como se sente sabendo que hoje você está livre desse hospital, querida? – Mamãe perguntou, feliz, ajudando-me a trocar de roupa.
- A garota mais contente do mundo. Sinto a falta da Paris, da minha cama e da sua comida gostosa. – Sorri e Rach me deu um beijo estalado no rosto. – Nem acredito que você e o papai vão ficar comigo até eu me recuperar.
- Só voltamos para Bolton no dia em que você estiver realmente recuperada, filha. – Disse protetora e um sorriso largo se estendeu pelo meu rosto.
Toc, toc. Ouvi duas batidas na porta do quarto e sem que eu respondesse algo, vi lana, Blair, Chloe e Josh adentrarem o meu quarto.
- Podemos entrar? –lana disse saltitante e ela já estava dentro do meu quarto.
- É claro que pode, amor! – Disse contente e meus amigos vieram me cumprimentar e a mamãe também.
- Estamos aqui em prol de uma missão. – Josh disse misterioso. Vi que ele segurava um cabide coberto por um plástico escuro. Fiquei confusa, pois estava na cara que aquilo que ele segurava era uma roupa.
- Posso saber quem me chama para essa missão? – Sorri desconfiada.
- Você vai saber mais tarde. – Chloe fez suspense.
- E agora senta nessa cama, eu preciso dar um jeito no seu cabelo e deixar a velha suyane amorim tomar sua forma. – lana levantou as mãos e eu pude ver que ela estava com seu estojo de maquiagem e seu “SOS- Beauty”. Lê-se sua bolsa rosa choque que carregava seu secador, baby liss e chapinha. Eu estava ficando muito confusa com tudo aquilo.
- Desfaça essa cara de confusão e nos deixe te arrumar. – Blair já veio penteando meu cabelo e eu nem vi de onde ela tinha tirado aquele pente.
- Mamãe, você está sabendo algo do qual eu não sei?
- Talvez. – Ela sorriu sapeca. – Bem, vou encontrar seu pai na tesouraria do hospital e já volto para ver como a minha princesa ficou. – Ela deu um beijo no meu rosto e logo saiu do quarto.
- Gente, vocês estão me matando com esse suspense. – Falei impaciente. – Isso tem a ver com o pê, não tem?
- Pára de ser curiosa, suy, na hora certa você vai saber. – Só foi o que Chloe “malvada” disse e então terminou de arrumar as minhas coisas que estavam jogadas em cima da cama.
Mesmo estando em um quarto de hospital, no qual eu tinha passado três longas semanas agonizantes da minha vida, eu estava me divertindo. lana escovava meus cabelos, Blair me maquiava, Chloe pintava as minhas unhas do pé (já que meu braço esquerdo estava coberto por aquele gesso branco) e Josh fazia uma performance de Lady Gaga para mim. Nem preciso dizer que ri horrores, certo? Josh não é desses gays escandalosos, metido a mulher, pelo contrário, ele é bem sério com as outras pessoas e só faz essas maluquices bichas quando está comigo e com as meninas. Diversão garantida.
Depois de toda aquela arrumação, Blair me ajudou a vestir o lindo vestido champanhe que elas me trouxeram e por fim calcei um Jimmy Choo espetacular. Eu me sentia como uma atriz famosa indo à premiére de seu filme. Eu estava linda, modéstia à parte e a ajuda dos meus amigos. Óbvio. Eu não tinha idéia para onde eu iria depois que saísse do hospital, no entanto eu sabia que pê estava por trás daquilo - e eu não poderia estar mais feliz.
- Obrigada, gente, eu nem sei o que dizer. – Senti meus olhos marejarem e, definitivamente, eu não poderia chorar.
- Nem pense em chorar, mocinha, vai borrar a maquiagem. – Josh alertou.
- Awn, suy, você está muito diva. – lana me abraçou.
- Graças a vocês.
- Só espero que você se divirta muito essa noite. – Chloe falou, entusiasmada.
- E amanhã, por favor, nos conte tudo o que aconteceu, ok? – Blair bateu palminhas de ansiedade.
- Ok, eu vou contar. – Eu ri.
- Oh. Meu. Deus. – Mamãe disse pausadamente adentrando o quarto. – Você está linda! – Ela concluiu e eu sorri largamente, mas logo meu sorriso sumiu quando vi que ela empurrava uma cadeira de rodas.
- Obrigada, mamãe, mas por que essa cadeira de rodas?
- Regras do hospital, filha, você precisa dela por precaução.
- Mas eu não preciso dela. Eu posso muito bem sair daqui andando. – Fiz bico.
- Está na hora. – Ouvi Josh dizer.
- Não seja teimosa e sente aqui. – Mamãe ordenou e eu suspirei alto, mas de nada adiantou, pois mamãe continuava a me olhar autoritária. Arrastei-me emburrada até ela e me sentei na droga da cadeira de rodas. – Boa menina. – Mamãe elogiou, sarcástica.
- Bem, temos que sair por uma porta dos fundos, pois a porta principal está cheia de paparazzi. – Chloe adiantou, saindo atrás de Rach e eu.
- Eu realmente tinha me esquecido deles. – Disse, sem ânimo.
- Você namora um McFLY, acostume-se. – lana falou e nós rimos. Em falar em McFLY, eu não via a hora de ver o meu McGuy. Estava com saudades e morrendo de curiosidade para saber o que ele está aprontando.
pê pov on
Estacionei meu carro nas portas do fundo do hospital, pois os paparazzi não davam descanso. Eu não via a hora de ver a minha namorada, eu estava tão nervoso, mas quando me deparei com aquele meio sorriso doce, deixei minha frustração toda de lado. Eu só queria pegá-la e dar o fora do St Mary, de uma vez por todas.
Andei até suy e ela parecia muito sem graça sentada naquela cadeira de rodas. Não pude reprimir um sorriso ao ver suas bochechas corarem.
- Cuide da minha menina, ok? – Tia Rach disse, num tom doce.
- Cuidarei dela com a minha vida, tia. – Dei um beijo na bochecha dela. Em outros tempos eu acharia o que eu disse tão gay, mas depois do que eu passei, eu não escondo mais nada do que sinto e digo tudo que me vem à cabeça. Os momentos são únicos e preciosos.
- Hey, linda. – Dei um selinho na suy e, quando ela se levantou, eu vi o quão perfeita ela estava.
- Oi. – Ela sorriu, enlaçando o braço bom em volta do meu pescoço, puxando-me para mais um beijo rápido.
- Awn, que fofo! –Josh e as meninas vibraram. suy e eu ficamos desconcertados e logo nos separamos.
- Bem, eu acho que você tem uma surpresa para mim.
- Sim, eu tenho. Vamos? –Sorri e logo entrelaçamos nossos dedos. – Obrigada, gente. – Agradeci Josh e as meninas. Eles apenas sorriram em resposta e deram de ombros.
- Nervosa? – Indaguei.
- Um pouco, mas você está comigo, então não tenho por que me preocupar. – Tem como ela ser mais perfeita?
***
- pê, vai demorar muito pra você tirar essa venda dos meus olhos? To ficando agoniada. – suy reclamou quando descemos do carro.
- Calma aí, você agüentou até agora, estamos chegando. – Dei risada.
- Ok.
- Cuidado, aqui tem um degrau. – Alertei.
- Não me deixa cair. – Ela apertou minha mão.
- Eu não vou. – Dei um impulso e peguei-a no colo, ouvindo-a dar um gritinho surpreso.
- Ah, princeso, você é um fofo mesmo. – Ela passou o braço pelo meu pescoço e eu estremeci ao sentir seus lábios tocarem o meu pescoço.
- E você uma linda.
Andei cuidadosamente sobre a pequena ponte de madeira e vi que tudo estava em ordem. Eu só espero que a suy goste. Coloquei-a no chão e, antes de tirar a venda dos olhos dela, disse baixinho em seu ouvido:
- Pronta, para a surpresa?
- Mais que pronta. – Ela falou empolgada. Tirei a venda dos olhos dela e agora que vinha a hora da verdade… Será que ela iria gostar?
suy pov on
No momento que me livrei daquela venda, eu quase surtei. Olhei ao meu redor e eu estava num coreto no meio do lago. Havia uma mesa de jantar muito bem organizada, com direito a luz de velas e champanhe. O local estava todo decorado com pequenas luzes douradas. Aquele era o lugar mais lindo que eu já havia visto na minha vida. Senti meu coração se encher de alegria, ninguém nunca havia feito uma surpresa tão maravilhosa como aquela, para mim, antes. Olhei para pê e ele me observava tenso. Achei tão fofo ele se preocupar com a minha reação. pê munhoz era definitivamente o homem da minha vida.
pê pov on
- Então… O que você achou, suy? – Tentei não parecer ansioso.
- Isso está per-fei-to! – Disse, animada, e eu pude respirar, aliviado. – Essa é a surpresa mais linda que alguém poderia me fazer. Você deve ter tido tanto trabalho, você é o melhor namorado. – Ela disse sincera e me abraçou forte. Eu não poderia estar mais contente.
- Você merece isso e muito mais. E eu nem tive muito trabalho, os guys me ajudaram a arrumar esse lugar. – Disse sincero. –Vem, temos comida francesa para o jantar. –Puxei a cadeira para que ela se sentasse e logo me sentei na cadeira da frente.
- Hum… Comida francesa, a minha predileta. – Ela passou a língua pelos lábios. – Você é tão lindo sendo romântico. – Eu ri.
- E você é tão linda sendo quem quer que seja. – suy sorriu tímida e, dude, eu adorava deixá-la desconcertada.
***
Terminamos de jantar e ficamos observando o lago, sentados na ponte. Nós conversávamos sobre coisas aleatórias, era tão bom estar ao lado dela novamente. Era assim que as coisas deveriam ser desde o começo. Eu e ela juntos.
- Quem diria que depois de anos se odiando e infernizando a vida um do outro, nós ficaríamos juntos e assim tão apaixonados. – suy dizia sorrindo, brincando com os meus cabelos. Eu estava com a cabeça deitada em seu colo.
- A vida tem dessas paradas engraçadas. – Sorri. – Nós brigamos, erramos e nos divertimos muito no passado, e não importa o que aconteça, nós sempre iremos nos lembrar do que vivemos e vamos sorrir.
- Porque nós somos suyane amorim e pedro lucas munhoz, de primos diabólicos a namorados apaixonados, tudo o que fizemos permanecerá marcado no tempo. – Ela deu um sorriso tão lindo que me fez pensar que aquela era a hora de sermos bem mais que namorados.
- suy, levanta. – Ordenei, levantando, e a puxei calmamente junto comigo. Eu tinha que ter cuidado com ela, pois ela ainda estava se recuperando do acidente.
- O que vamos fazer?
- Dançar.
- Mas aqui não tem música, pê.
- E quem disse que eu não pensei nisso? – Disse maroto e ela sorriu. Entrelacei nossos dedos e seguimos em direção ao coreto.
- Esqueci que você nunca dá ponto sem nó.
- Não mesmo. – Peguei meu iPod que estava dentro do bolso da minha jaqueta, que estava em cima da cadeira. Dei play no aparelho, deixando numa estação de rádio qualquer. – Bom, a primeira música que tocar, nós iremos dançar e será a nossa.
- Tudo bem. – Concordou.
- Ok.
Dei play e acho que aquela música era de uma banda chamada, The All American Rejects e a escolha não poderia ser melhor.
(N/A:Hora de dar play naquela música)
Him and her
Life is turned.
The day I knew you would leave
I can barely breath
Can you hear me scream
- Eu amo The All. – suy disse contente e passou as mãos pelo meu pescoço, enquanto eu passava as minhas pela sua cintura.
- E eu amo você. – Dei um selinho nela e apoiei minha cabeça no vão do seu pescoço enquanto dançávamos.
O-o-o thrown in all directions
You epitome of perfection
She’s lost her will,
time is standing still
A música não era tão lenta assim para dançar, mas era calminha e a letra tinha tudo a ver comigo e a suy. Eu poderia ficar assim agarrado nela para sempre e não me cansaria nunca.
He walks, her, home
Now he walks a-lone
The days they turn into years
The eyes they drown in tears
Can you hear me scream
- Essa é a melhor noite da minha vida, amor. Obrigada. – Ela disse sincera e eu girei seu braço fazendo-a rodar.
- E a melhor parte ainda não chegou. – Disse misterioso, arrancando um olhar surpreso de suy.
The way we are the way we were
(It’s just a shadow of what’s wrong)
The time with you the time is stirred
(I love you for, so long)
- pedro lucas munhoz, você quer mesmo me matar de curiosidade, huh? – Fiz com que ela rodasse mais uma vez, inclinando seu corpo para baixo e sustentando-o com a outra mão, deixando nossos rostos bem próximos.
- Você é a mulher da minha vida, suyane. – Disse, firme, e seus olhos não desgrudaram dos meus. – Você aceita se casar comigo?
The hearts they turn, they turn away
(she says to go please don’t you cry)
Love lost was found, night turns to day
Time is standing still
- É… É claro que eu aceito, pê. – Um sorriso radiante tomou forma nos seus lábios, assim como nos meus e então suguei seus lábios de um jeito bem carinhoso. Peguei a caixinha do anel de dentro do meu bolso, abri e coloquei o anel em seu dedo. – Oh. My. Gosh! pê, esse anel é lindo. – suy disse, maravilhada.
- Ele não chega aos seus pés.
- Eu amo você, pedro lucas munhoz, e vou estar do seu lado para todo o sempre. – Ouvir aquilo me deixou completamente feliz. Era só o que eu queria: tê-la por toda a eternidade.
suy pov on
Eu estava noiva do meu primo, do cara que eu mais amo e do integrante mais hot do McFLY. Era tudo que eu queria. Não importa o que aconteça, quando as pessoas estão destinadas a ficarem juntas, não há nada que possa impedir. Eu voltei por ele e sei que ainda há muitas coisas a serem vividas. Eu mal posso esperar pelo próximo capitulo da minha vida ao lado de pê munhoz. Haverá muitas surpresas, as quais eu realmente precisarei compartilhar com vocês.
- Eu acho que estou mais apaixonada pelo meu anel de diamantes do que por você. – Gargalhei e vi pê fazer um beiço emburrado. Morri.
- Se for assim, eu vou jogar esse fora e te dar um daqueles anéis que vem junto com chiclete.
- Acho que seria muito doloroso sentir o peso do meu gesso na sua cabeça. Você não acha, pê? – Fiz cara de maléfica.
- Você não teria essa coragem, monstrinha.
- Ah, eu teria sim. – Sorri maldosa.
- Eu te amo, mesmo sendo uma garota endiabrada, às vezes. – Disse, achando graça, e sugou meus lábios.
- E eu te amo, sendo quem quer que seja. – Imitei o que ele me disse antes e voltei a beijá-lo.
Eu realmente não poderia esperar pela nossa vida juntos… Vocês não perdem por esperar, pois esse ainda não é o fim, ok?!
FIM?
Capitulo 25 – She’s hard to resist
- Não se preocupe, suyane. O importante é você conseguir manter a dieta e continuar indo ao psicólogo, que aos poucos tudo voltará ao normal.
- Obrigada, doutora Mitchell. Até semana que vem. – Agradeci, com um sorriso simpático.
- Até.
Mal sai da sala da nutricionista e meu celular disparou a tocar, lana estava me ligando. Fazia uma semana que eu tinha decidido procurar um tratamento para a minha doença: anorexia nervosa. Depois de quase ter uma parada cardíaca, eu me conscientizei e decidi que era hora de me tratar. Eu passava toda semana com a nutricionista e com o psicólogo. Estava feliz de ter tomado o primeiro passo, era importante para minha recuperação. lana ainda não sabia e eu preferia assim. Ela é muito preocupada e eu não queria dar trabalho a ela.
- suy! Onde a senhorita está? – Disse, ansiosa.
- Eu ‘to bem também, amiga, obrigada por se preocupar. – ironizei. – Err, eu estou saindo do trabalho agora. – Menti.
- Não sabia que você ia ficar até mais tarde. – E lá vem o interrogatório.
- Josh me pediu pra ajudá-lo em algumas coisas, alana. – Revirei os olhos. – Qual o motivo do desespero?
- Esqueceu que hoje é aniversário do pedro? Você precisa me ajudar a escolher o que vestir, então vem logo pra casa. – Ordenou e eu ri.
- Você quem faz moda e eu que acabo sendo a sua estilista. – Ri, ao prever que lana iria me xingar.
- Sua palhaça, ‘to nervosa e preciso de ajuda.
-Ok, ‘to indo, sua boba. – Desliguei o celular.
Apressei-me para chegar em casa, pois lana tinha feito uma festa surpresa para pedro no apartamento de Chloe e eu já estava atrasada. Ficou combinado que eu e o resto do pessoal iríamos para a casa de Chloe primeiro, e depois lana iria com ele para lá “pegar seu celular que tinha ficado no apê da nossa amiga”. Que desculpa, huh?
Só de pensar que eu teria que aturar a cara da Maggie se esfregando no pê me dava vontade de morrer, mas se eu queria tê-lo de volta eu precisava estar presente e causar uma boa impressão… E claro que eu iria deixar a minha marca.
pê pov on
- “I’ve got nowhere left to run, I’ve got nowhere left to hide…” E foi só isso que consegui escrever. – Disse thomas, indignado.
- Que tal isso: “Coz without you, everything is so hard”? – lucas sugeriu.
- Ah, não. Acho que não ficou legal. – pedro discordou.
Estávamos há horas empacados nessa mesma música e nenhuma ideia boa surgia. Precisávamos sair do estúdio com aquela música feita, era nossa prioridade. Pensamos em milhares de coisas, mas nada se encaixava. Até que uma ideia muito boa surgiu na minha cabeça.
- Hey, thomas! Cante o começo de novo. – Pedi.
- Ok. – Concordou. – “I’ve got nowhere left to run, I’ve got nowhere left to hide…”
- “If you leave me, if you leave me, I’ll die”. – Completei. Os guys me olharam, surpresos. – Então, o que acharam?
- Fantástico. – lucas elogiou.
- Então, vamos lá. – thomas disse, animado, e a partir, disso a música inteira surgiu.
***
- Bem, acho que isso é tudo por hoje, dudes. – lucas se espreguiçou.
- É, vamos nessa que ‘to louco pra ir pra casa. – Disse.
- Eu também. – Concordou thomas.
- Guys, vocês não estão esquecendo de nada hoje, não? – pedro questionou, preocupado, e claro que ele se referia ao aniversário dele. Eu e os caras fingíamos que havíamos esquecido. Tudo fazia parte do plano da festa surpresa que lana estava armando para ele.
- Ah, é mesmo. – thomas levou a mão à testa e notei um pedro feliz. – Quase me esqueci que hoje a Blair vem de Manhattan, e eu preciso pegá-la no aeroporto. – Agora o sorriso de pedro tinha sumido.
- E eu não posso esquecer as minhas chaves! Que cabeça essa minha! – lucas pegou as chaves de seu carro que estavam em cima da mesinha de centro, e colocou-as no bolso da frente da calça.
- Vamos, dudes, prometi à Maggie que iríamos ao cinema hoje. – Menti.
- É, aparentemente todo mundo tem planos, legal. – pedro sorriu, sem humor, e desligou a luz, assim que saímos do estúdio.
***
- Você sabe que não precisa fingir que estamos juntos só pra suyane não se aproximar, né, Maggie? – Estávamos chegando ao apartamento de Chloe.
- Eu sei disso. – cerrou os lábios. – Aquela garota é uma pretensiosa, ela ainda acha que você a deseja. O quê, certamente, é verdade. – Maggie revirou os olhos e, no fundo, ela tinha um pouco de razão. Talvez eu ainda desejasse minha ex. – Por isso precisamos mostrar à princesinha que ela é passado. – Finalizou, com descaso.
- Olha, Maggie, eu não quero que você se comprometa por minha causa, ok? Eu aprecio a sua ajuda, mas não quero te arrumar problemas. – Disse, sincero.
- pêzinho, pode apostar que pra mim não é nenhum problema te beijar. – Disse, maliciosa, e eu sorri.
- Se você insiste por mim, tudo bem. – Sorri, maroto, e beijei seu rosto.
Apertei a campainha do apê da Chloe e, antes que alguém nos atendesse, Maggie entrelaçou nossos dedos. Olhei confuso e ela sorriu de canto, sem mostrar os dentes.
- Lembra? Estamos juntos a partir de agora. – Eu apenas assenti.
- Hey, pê! – Blair disse, bem-humorada, abraçando-me, mas quando viu Maggie, o sorriso desapareceu de seus lábios.
- Hey, Blair. – Cumprimentei. – Essa é Maggie Scott. – Blair mediu Maggie de cima a baixo e deu um sorriso falso.
- Hey, sou Blair Smith.
- Muito prazer. – Maggie cumprimentou, educada.
- Vamos entrando, daqui a pouco a lana chega com pedro. – Blair nos deu licença para entrar e logo em seguida fechou a porta.
Notei meus amigos todos lá, e óbvio que suyane também estava. Ela conversava descontraidamente com os guys e Chloe. Quando me viu com Maggie, franziu o cenho, analisou-nos, e logo voltou a falar com o pessoal, ignorando-me. Eu devia ter feito o mesmo e tê-la ignorado, porém não consegui tirar os olhos dela, não quando ela usava um vestido curto que era tão acessível aos meus olhos quanto às minhas mãos. Eu a odiava, mas sou homem e nunca conseguiria ignorar umas pernas daquelas. Na verdade o corpo dela, o qual eu conhecia tão bem.
- Cuidado pra não babar, munhoz. – Maggie sussurrou no meu ouvido e puxou meu braço.
- O quê? Eu nem estava olhando pra nada. – Disfarcei.
- Ah tá, eu finjo que acredito. – Disse, sarcástica.
- Gente! Escondam-se, vou apagar a luz! – amorim ordenou. – lana disse que já está chegando com pedro. – Dito isso, ela apagou a luz.
Sem querer, soltei a mão de Maggie e a perdi. Eu não tinha tempo de procurá-la, tinha que me esconder. Guiei-me até a cozinha com a luz do celular. Ouvi thomas dizer “Desliga isso, dude” e fiz o que ele disse, indo me esconder em qualquer canto da cozinha. Tropecei no pé de alguém e sussurrei um “desculpa”, mas a pessoa não falou nada. Apoiei meus braços na parede, e a tal pessoa estava parada na minha frente. Senti um perfume delicioso inflamar minhas narinas e a respiração dela bem próxima a mim. Assustei-me. Eu sabia que era ela… Era suyane que estava parada bem em minha frente. Porra! Quanto mais eu tento fugir, mais o acaso parecia me levar a ela. Eu tinha que sair dali. Alguns segundos perto dela e seria fatal. Fiz menção de sair, mas senti dois braços segurarem a minha cintura.
- Fica aqui. – Disse, baixinho, pra que só eu pudesse ouvir e, no ato, senti os pelos do meu corpo arrepiarem. - Eu não vou te agarrar.
- Tira as mãos de mim. – Falei baixo, afastando as duas mãos dela do meu corpo. Ela não disse mais nada.
Eu estava ficando tenso de ficar encurralado perto dela. A porra do pedro não chegava nunca! Eu não queria sair, se não pareceria que eu era um fraco. Dude, a situação estava foda. Aquela aproximação estava me matando por dentro. Sentia cada célula do meu corpo se agitar sem ela ao menos me tocar. Às vezes, ser homem é um caralho. Estamos sempre excitados. No entanto, eu precisava me controlar. Fiquei tão perdido nos meus pensamentos que nem me liguei quando as pessoas gritaram “surpresa” pro pedro e acenderam as luzes.
Os olhos dela me fitavam intensamente e sua boca entreaberta estava tirando meu ar. suy mordeu o lábio e jogou para o lado alguns fios insistentes de sua franja, que insistiam em cair sobre seu rosto. Como ela exercia aquele poder sobre mim com gestos tão simples? Aquela garota era mesmo o meu inferno na terra.
- Hey, pê, estava te procurando. – Maggie me puxou pelo braço e automaticamente me beijou. Vi suyane se afastar sem olhar para trás.
pê pov off
Maggie Scott.
Se tem alguém que eu tenho uma vontade imensa de estripar e arrancar todos os órgãos e vender no mercado negro, era aquela girafa ruiva. Assim que ela apareceu com aquele sorrisinho de canto e beijou meu munhoz, saí como um vulto daquela cozinha. Se eu ficasse mais algum tempo ali, eu realmente iria levar a sério meu enredo à la Jogos Mortais.
Contei até cinco e inspirei e expirei o ar, tentando me acalmar. Coloque um sorriso no rosto e fui cumprimentar pedro. Afinal, hoje era o dia dele e eu não tinha que ficar mal por causa de vadias ruivas que roubam os namorados alheios. Tecnicamente, pê não era meu namorado, mas e daí? Eu poderia pensar o que quisesse. Pelo menos na minha mente ele ainda poderia ser meu.
- Hey, lanza, parabéns, meu amor! – Abracei-o apertado.
- Obrigado, pequena, valeu por terem organizado a festa. – Disse, sincero.
- Que nada, os créditos são todos da sua namorada. – Apontei pra lana, que sorriu toda orgulhosa.
- Minha namorada é a melhor, né? – pedro disse, apaixonado, e deu um selinho em lana. Sorri com aquele gesto fofo, mas, no fundo, me senti triste. Eu tinha saudades de alguém que costumava me olhar daquele mesmo jeito há um mês. Contudo, o olhar dele era diferente agora. Como eu me odiava por ter estragado tudo. Assim que senti que a famosa onda de melancolia iria me atingir, tratei de mudar de pensamento e mais uma vez forjar um sorriso.
- Ela é, sim. – Falei.
- Hey, pedro, viadinho, feliz aniversário! – pê gritou e pedro foi em direção a ele, que estava com lucas, thomas e a girafa ruiva. Lê-se: Maggie.
- Hey, amiga, você está bem? Quero dizer, com pê e a sonsa da Maggie aqui? – lana perguntou, preocupada. Só de falar na idiota da Maggie me dava nos nervos.
- Eu estou tentando. Aquela garota parece uma barata. Ela sai dos lugares mais improváveis sem você perceber. – Lembrar que ela estragou meu clima com pê duas vezes me dava vontade de esganar aquela magrela.
- Ai, suy, você é a melhor! Comparar a garota a uma barata é foda. – lana gargalhou.
- Baratas são super nojentas. – Blair pegou o fio da meada e começou a gargalhar também.
- Girls, também quero rir. – Chloe se juntou a nós, segurando uma Smirnoff Ice.
- A suy acabou de comparar a Maggie a uma barata. – Contou lana, rindo.
- Ela não desgruda do pê um minuto sequer. – Chloe revirou os olhos.
- Ela quer te atingir, suy, não ligue pra ela. O importante é que estamos numa festa e você está divina demais com esse vestido, pra ficar curtindo dor de cotovelo. Vamos dançar. – Blair disse, divertida, e me abraçou.
- Obrigada, amor. – Agradeci, sincera.
- Mas antes você precisa comer alguma coisa. Lembra? – Chloe indagou e lana me olhou, confusa.
- Do que vocês estão falando, meninas?
- De nada. – Disfarcei. – Vai colocar uma música legal pra gente dançar, lana, já alcanço vocês. – Sorri, sem graça.
- Ok. – Dito isso, lana deu de ombros e foi com Blair trocar de música.
- Sorry, suy. – Chloe se desculpou, sabendo que tinha quase dado com a língua nos dentes na frente de lana e Blair.
- Tudo bem. Vê se disfarça mais, por favor. – Puxei Chloe até a cozinha. Eu precisava de uma fruta, segundo a minha dieta.
***
Voltamos para a sala e todo mundo dançava animado ao som de Chemical Brothers. lana e Blair acenaram e Chloe e eu nos juntamos a elas, thomas, lucas e pê. Isso mesmo, a girafa não estava pendurada no pescoço dele. Essa era minha chance de me aproximar.
Chegamos à rodinha de nossos amigos e logo Chloe se juntou a lucas, os dois dançando. Na verdade, se esfregando! Comecei a me movimentar conforme a música, sem tirar os olhos de pê. Ele dançava e procurava não manter muito contato visual comigo, mas seus olhos lhe traíram uma vez e outra. A sala agora estava apenas iluminada pelo globo e suas luzes coloridas. Perfeito. Fui dançando e me aproximando lentamente de pê, seus olhos não se desgrudaram dos meus. Nossos amigos, entendendo o que estava acontecendo, se afastaram de nós, nos deixando sozinhos. Mas como onde quer que você esteja, sempre tem uma filha da puta pra estragar tudo, Maggie apareceu, puxando pê, esfregando-se nele, e o safado ainda sorriu com malícia. Morri de raiva. Minha vontade era de esmagar aquela magrela do inferno. Sai marchando de ódio e fui até a mesa pegar uma bebida bem forte. Na verdade, eu estava proibida de beber, porém, a minha raiva era grande demais e implorava miseravelmente por uma bebida. Os dois continuavam se beijando e dançando. Aquilo estava acabando comigo, eu não sei até quando agüentaria ver aquela cena.
Continuei bebendo e só observando tudo de longe, meus amigos dançando e se agarrando na pista e eu curtindo uma dor de cotovelo dos infernos. Observei pê e Maggie saindo da sala e indo em direção ao quarto de Chloe, e aquilo foi a gota d’água. Eu não podia suportar. Eu simplesmente não podia suportar a idéia de pê fazendo sexo com outra garota no mesmo teto em que eu estava. Senti algumas lágrimas quererem despencar dos meus olhos, e, antes que elas caíssem, adiantei-me, pegando minha bolsa e casaco. Não havia mais motivos pra eu ficar naquela festa.
- suy, aonde você vai? – lana correu até mim.
- Embora. Essa festa já deu o que tinha que dar. – Tentei não chorar.
- Por favor, suy, não vai. – Implorou. – Se você quiser, eu mando pê levar aquela magricela embora. – Sorri, sem humor.
- Não precisa, amor, vai curtir a festa com seu namorado. Eu vou ficar bem. – Abracei-a.
- Jura que vai ficar bem? – lana disse, preocupada.
- Vou sim. – Dei um beijo na bochecha dela e saí, sem ao menos me despedir do resto dos meus amigos.
Apertei o botão do elevador freneticamente. Eu queria ir o mais rápido possível pra minha casa e chorar até me desidratar. Eu o tinha perdido. pê não me amava mais. O elevador chegou e finalmente eu podia dar o fora daquele lugar. Quando achei que podia deixar minhas lágrimas me consumirem, percebi que teria companhia. Uma mão impediu que a porta do elevador se fechasse completamente… Eu não estava mais sozinha.
Capítulo 26- All I need
(N/A: Coloque essa música para carregar e dê play, quando for pedido. Thanks) .
pê pov on
- Vem, vamos sair daqui antes que eu pegue fogo só com o olhar da suyane. – Maggie saiu da sala e me levou para o quarto de hóspedes.
- Obrigado por me salvar duas vezes essa noite, Maggie, se não fosse você eu estaria perdido. – Disse, sincero, e me sentei na cama. Realmente, se Maggie não interrompesse os momentos em que eu estava sozinho com suyane, as coisas poderiam sair do controle.
- Está tudo bem. – Sentou-se ao meu lado. –pê… – Maggie indagou e encarava os próprios pés.
- Hum…?
- Você realmente quer esquecer a suyane? – Ela me olhou, séria, e eu achei aquilo muito estranho.
- Eu preciso. – Falei, desanimado. A questão ali não era querer, eu precisava tirá-la da minha cabeça.
- Então, você vai esquecê-la. – Maggie me olhou firme e sugou meus lábios lentamente.
Seu corpo foi caindo sobre o meu na cama. Inverti as posições, ficando por cima dela e suas mãos passeavam pelas minhas costas. O beijo era gostoso, mas eu não sentia nada. Eu amava Maggie como amiga e não como mulher. Não era certo confundir as coisas, ela sabia que eu amava outra pessoa e, no meu coração, infelizmente, não tinha espaço para mais ninguém.
- Eu acho melhor a gente parar com isso. – Cortei o beijo. Ela me olhou, sem entender.
- Por quê?
- Porque nós somos amigos, Maggie, e não podemos confundir as coisas. – Sentei-me na cama, acompanhado dela.
- pê, isso é só um beijo e nada mais.
- Nós sabemos que beijos levam a sexo, e que sexo entre amigos não dá boa coisa, quando uma das pessoas já tem alguém na cabeça. – Maggie sorriu, entristecida. – Me desculpa, mas eu não posso fazer isso. Você é minha melhor amiga e eu não quero te magoar e nem ao menos te perder, ok? – Beijei a mão dela.
- Você tem razão. – sorriu. – Eu te amo, pê, e só quero que você seja feliz. – Passou as mãos pelo meu rosto. – Por favor, faça um bem a você mesmo e não se aproxime da suyane. Ela sempre te faz sofrer
. - Ok, eu prometo que vou tentar.
- Vou acreditar em você. – Maggie me deu um selinho carinhoso. – Bem, acho que devemos voltar para a festa. Certo?
- Concordo. – Levantei- me e estiquei a mão para que Maggie segurasse, ela o fez e então se levantou.
***
Estranhei que, ao chegar a sala, suyane não estava em lugar nenhum, nem mesmo com as meninas. Sei que não era da minha conta – em que inferno aquela garota estava – mas não pude deixar de notar.
As garotas estavam sentadas no sofá, enquanto os caras faziam uma dancinha estranha que me fez rir. Percebi que as meninas fizeram cara feia ao ver Maggie ao meu lado. É óbvio que elas não gostavam de Maggie por causa da suyane. Garotas têm cada frescura.
- Hey, pê, se liga nos passos novos do lucas. – thomas disse, divertido, e apontou pra lucas, que fazia movimentos estranhos com as mãos. Ri alto.
- Meu Deus, isso é terrível.
- Pára com isso, amor, você não sabe dançar. – Chloe disse, envergonhada.
- Eu arraso, mulher. – lucas continuou dançando e eu ria cada vez mais dos meus amigos bêbados.
- pê, Maggie me disse que você trouxe um uísque muito foda, e até agora não ‘to vendo nada aqui. – pedro disse, meio embolado.
- Ah, é verdade! Vou ao carro pegar e já volto. – pedro sorriu, satisfeito. – Quer ir comigo, Maggie?
- Não. Eu espero aqui. – Maggie se sentou no braço do sofá e eu dei de ombros.
***
Vi a porta do elevador se fechando, corri até ele e por pouco não consegui entrar. Ao me virar, dei de cara com a pessoa que eu menos queria encontrar. A porra do destino só pode estar de palhaçada com a minha cara, pois suyane estava lá. Ela me olhou com receio e, logo em seguida, passou a fitar a porta do elevador, ignorando-me. Encostei-me do outro lado, mantendo o máximo de distância possível dela. Meu coração batia tão forte que chegava a ser embaraçoso.
O silêncio estava reinando e isso era bom. Eu não queria nem ter que ouvir a voz dela. Os segundos que passávamos naquele elevador eram os mais longos e torturantes da minha vida. Senti o elevador dar um solavanco repentino, a luz se apagou e um corpo caiu em cima de mim. A luz tinha acabado, o que significava elevador parado. Porra, destino! Você quer mesmo foder com a minha vida, huh?
- Ah! – suyane gritou, assustada, e continuou em cima de mim. – Que porra! O que eu fiz de errado nessa vida pra merecer isso?
- Muita coisa, isso você pode ter certeza. – Falei, seco. – Você se importa de sair de cima de mim? – Senti-a se afastar e meu corpo pareceu não gostar.
- Olha, pê, eu já estou pagando muito caro pelo o que eu te fiz, ok? Você acha que eu não sei que fui uma estúpida com você? Eu sei disso! Mas eu já estou cansada de sofrer, de chorar, de te ver agarrado com aquela magrela e de querer voltar no tempo! Mas, novidade, eu não posso voltar no tempo! – desatou a falar. – Porra, pra piorar, estou presa num elevador, você sabe que eu sou claustrofóbica e não tenho ninguém pra me acalmar, pois você me odeia! – Ela começou a chorar, nervosa, e naquele momento eu percebi que tinha que esquecer nossas diferenças, pois ela precisava de mim. Trouxa, como eu sou, simplesmente não podia deixá-la naquele estado. Eu precisava acalmá-la.
- suyane. – Falei e ela continuava a chorar. – suyane. – Chamei mais uma vez e nada. – suyane! – Disse alto.
- Quê?! – Gritou.
- Porra, pára de chorar. Eu estou aqui, ok? – Disse, nervoso. – Fecha os olhos e respira fundo, tudo vai dar certo. – Disse calmo, coisa que eu não estava. A situação só piorava. Caralho de vida!
- Ok. – Disse, num fio de voz, e eu podia ouvi-la respirar calmamente.
- Vou ver se meu celular tem sinal, aí tento falar com a Chloe e ela tenta falar com o porteiro, ok?
- Uhum. – Foi só o que ela disse.
Tirei meu celular do bolso e, pra ajudar, ele estava sem área. Nice. Agora eu que me pergunto: o que eu fiz de errado pra merecer tudo isso?
- Não tem área aqui. – Disse, sem ânimo, e suyane estava concentrada demais tentando se acalmar, pra me responder alguma coisa.
- pê…
- Oi.
- Segura a minha mão, por favor? – Senti meu corpo enrijecer. Ela queria que eu fizesse aquilo? Meu corpo em contato com o dela era coisa complicada. No entanto, era só segurar a mão dela e nada mais, certo? Nem respondi nada e segurei sua mão. Senti uma estática dominar meu corpo. Tudo pra me ajudar.
- Obrigada. – Agradeceu.
- De nada.
Eu estava tenso, mas confesso que ficar ao lado dela me dava uma sensação que eu não sentia há meses: felicidade. Eu me sentia completo com ela ao meu lado e tudo parecia certo. De repente, memórias do passado passaram a invadir minha cabeça. Lembrei-me do nosso primeiro beijo, na festa de Shelley Pomroy. Engraçado como as circunstâncias agora eram as mesmas: Nós dois presos no banheiro, suyane tendo uma crise claustrofóbica e eu segurando a mão dela, ajudando-a a passar por isso. Eu temia aquilo, mas a lembrança me fez bem, e eu não podia evitar. Eu a queria tanto e só de pensar no que ela havia me feito, uma raiva me invadia. Por que ela estragou tudo? Eu precisava saber… Eu tinha que falar.
Do you know where your heart is?
Do you think you can find it?
Or did you trade it for something
Somewhere better just to have it?
- Por que você realmente foi embora? Por que você estragou tudo entre a gente, suyane? – Indaguei.
Do you know where your love is?
Do you think that you lost it?
You felt it so strong, but
Nothing’s turned out how you wanted
- Eu estava confusa com tudo. – Ela pausou. – Eu tinha descoberto naquele dia que iria pra Milão e era tudo que eu queria durante meses, até você aparecer na minha vida e eu não saber o que fazer. Então, indo para a sua casa, eu decidi que não podia ir e deixar você para trás, eu não suportaria. Mas então, eu ouvi você falar de casamento e eu surtei, pois eu não estava pronta pra uma coisa tão séria. Daí, eu fiz a pior besteira da minha vida e fui embora. – Ela pausou novamente. – Mas você precisa saber que tudo que passamos juntos foi verdadeiro, pê, não tem um dia sequer que eu não me arrependa e pense em você, eu te…
Well, bless my soul
You’re a lonely soul
Cause you won’t let go
Of anything you hold
Well, all I need
Is the air I breathe
And a place to rest
My head
- Não fala isso! – Disse, ríspido. – Eu não quero ouvir! Se você me amasse, você não teria me deixado. Você não sabe o inferno que causou na minha vida, suyane, e eu não posso deixar você voltar e acabar com tudo novamente. – Concluí, nervoso. Eu estava travando uma batalha entre a razão e o coração. A razão dizia que eu não podia perdoá-la, pois ela podia me machucar de novo, e meu coração… Acreditava em segundas chances.
Do you know what your fate is?
And are you trying to shake it?
You’re doing your best and
Your best look
You’re praying that you make it
Well, bless my soul
You’re a lonely
Cause you won’t let go
Of anything you hold
- pê, eu sei que eu não mereço seu perdão, mas você precisa acreditar em mim. Eu preciso de você e eu não vou te machucar de novo. Eu te quero tanto. – Senti-a se aproximar mais de mim e um arrepio percorreu meu corpo todo. – Eu sinto tanto a sua falta, eu preciso dos seus beijos pra me acalmar. – Ela disse e beijou meu pescoço, e eu não fui capaz de impedir. – Eu preciso te olhar todo dia e saber que eu tenho uma razão pra acordar. – Ela desceu os beijos no meu maxilar, tirando meu fôlego. Eu não queria me afastar. Eu precisava dela. – Eu preciso de você dentro de mim… Pra me sentir completa. – Ela depositou um selinho na minha boca e eu não agüentei mais. Puxei-a pelo pescoço, fazendo-a sentar-se no meu colo, selando nossos lábios com urgência.
Well, all I need
Is the air I breathe
And a place to rest
My head
Said all I need
Is the air I breathe
And a place to rest
My head
Eu já estava fodido mesmo, por que não acabar com tudo de uma vez?
Do you think you can find it?
Do you think you can find it?
Do you think you can find it?
Better than you had it
Beijá-la era como se eu precisasse de ar para viver. Nossas línguas se massageando em perfeita sincronia era tudo que eu mais queria. Tudo que eu senti falta. Ela levantou a barra da minha camiseta e suas unhas compridas arranhavam a minha barriga, deixando-me completamente excitado. Apertei as coxas dela, arrancando um gemido baixo. Levantei meus braços, auxiliando suyane a tirar minha camiseta. Ela tirou a peça, jogando-a longe em seguida. Desceu os beijos até minha barriga, passando lentamente a língua por lá, levando-me à loucura. Suguei seus lábios e trilhei um caminho até o zíper de seu vestido, abrindo-o rapidamente e jogando o longe. Desci os beijos até os seios dela. Segurei um e chupei o outro com vontade, arrancando um gemido baixo de suyane.
Do you think you can find it?
Do you think you can find it?
Do you think you can find it?
Yeah, better than you had it (Better than you had it)
Ela abriu o zíper da minha calça, sem eu ao menos perceber, e começou a massagear meu membro, deixando-me maluco. Peguei-a no colo e me deitei sobre ela no carpete do elevador. Desfiz da calçinha dela rapidamente, afastei suas pernas, e estoquei-a de uma vez. Ela arfou e, agora sim, eu estava completo. Encostei minha testa na dela, nossos lábios se encostando, mas sem beijar. suyane se movimentava embaixo de mim, puxando meus quadris com pressa.
- Mais rápido. – Sussurrou.
- Talvez eu goste de te torturar. – Disse, malicioso. Fazia movimentos vagarosos dentro dela, apenas para ouvi-la implorar por mais.
- E… Eu gosto de ser torturada. – Disse, maliciosa, e mordeu meus lábios.
Said all I need
Is the air I breathe
And a place to rest
My head
Said all I need
Is the air I breathe
And a place to rest
My head
Passei a penetrá-la com mais velocidade, e nossos gemidos estavam saindo com mais freqüência. Ela, sim, era quem eu desejava e tudo que eu precisava. Mais três estocadas e senti suy amolecer, ao chegar ao ápice, mais duas estocadas e senti aquela sensação boa também me dominar. Permaneci deitado em cima dela por alguns minutos, até minha respiração se normalizar e, então, deitei-me ao lado dela. Eu tinha acabado de fazer sexo dentro do elevador com a garota que eu estava me esforçando para odiar, e aquilo era estranho. Mas a sensação era incrível.
Do you know where the end is?
Do you think you can see it?
Well, until you get there, go on
Go ahead and scream it
Just say…
- pê, eu estou com frio. –suyane disse, tímida. – Você se importa de…
- Não me importo. – Interrompi-a e abracei seu corpo nu. Ela deitou a cabeça no meu peito e me abraçou.
Longos minutos se passaram, e nós dois apenas ficamos em silêncio. suyane devia estar dormindo, fato! Ela sempre adormecia depois do ato. Era melhor assim, pois eu precisava processar tudo o que tinha acontecido. Embora eu me sentisse feliz por ter passado a noite com ela, eu não podia ignorar os fatos. Eu sempre caio na conversa dela e depois pago um preço alto. Eu ainda a amava, mas não confiava nos sentimentos dela. Não mais. As feridas ainda eram recentes, e eu não sei quanto tempo levariam para cicatrizarem. Eu não podia perdoá-la ainda. Senti-me um completo filho da puta por ter dormido com suyane, pois, de certo, ela devia estar pensando que tudo estava resolvido entre a gente e, na verdade, não estava. Precisava de algum jeito de dizer isso a ela, só não sabia como.
- Senhor munhoz, Srta. amorim. – Ouvi uma voz bem próxima chamar.
- Cala a boca. – suy murmurou, ainda dormindo. Não pude evitar sorrir.
- Oi. – Respondi.
- Aqui é o Joe, o zelador do prédio. Fomos informados de que vocês estão presos no elevador. Os técnicos de manutenção foram chamados e daqui cinco minutos eles chegarão e tirarão vocês daí.
- Obrigada, Joe.
- De nada.
- suy. – Chamei baixo e suyane resmungou. – Você precisa acordar e se vestir. Os técnicos estão vindo nos ajudar.
- Ok. - Ela disse, sem humor, levantando-se. – Você poderia iluminar aqui com seu celular? Eu preciso achar minhas roupas.
- Ok. – Tateei as mãos pelo chão e achei meu aparelho. Apertei qualquer tecla e a luz do display acendeu. Logo em seguida, entreguei para suy.
- Obrigada. – Ela agradeceu, e iluminou o chão, procurando suas roupas. Assim que as encontrou, devolveu o celular. Ela parecia tímida.
Procurei pelas minhas roupas, enquanto ela se vestia. Vesti-me e percebi a luz voltar, repentinamente. suyane me olhou, sem graça, mas não disse nada. Eu precisava dizer algo, precisava esclarecer as coisas entre nós, antes que rolasse algum mal entendido
. - suyane, eu… – Comecei a dizer, mas fui interrompido por um barulho vindo da porta.
- Sr. munhoz e Srta. amorim, afastem- se da porta, vamos abrir. – Disse alguém, do outro lado da porta.
- Certo. – suy concordou.
- Então, pê, o que você queria me dizer? – Ela me fitou, com curiosidade, e eu não sabia exatamente o que falar.
Antes que eu pudesse dizer algo, ouvi novamente um barulho vir da porta, e os técnicos da manutenção conseguiram abri-la, com a ajuda de algum equipamento.
- Vem, senhorita, nós te ajudamos a sair. – O homem disse.
Nosso elevador não tinha parado exatamente em um andar, ele estava descendo quando a luz acabou, ficando apenas na metade no 14º andar. Para sairmos de lá, precisaríamos de ajuda. suyane me olhou com cuidado, antes de receber ajuda dos técnicos para sair do elevador. Eles seguraram os braços dela, ajudando-a a sair pela fresta estreita da porta. Logo foi minha vez.
- Obrigada por terem nos ajudado. – Ela agradeceu, simpática, aos técnicos
. - É mais que nossa obrigação ajudar. – Os homens responderam no mesmo tom que ela.
- Valeu, cara. – Cumprimentei, com um aperto de mão, os técnicos.
- Não foi nada.
- Vocês terão que utilizar a escada enquanto os técnicos consertam o elevador, me desculpem. – Disse o porteiro que, eu acho, se chamava Joe.
- Ok, eu preciso voltar para o 18º andar. – Falei e suyane me fitou, surpresa.
- E você, mocinha, vai descer ou subir? – Joe perguntou a ela.
- Eu vou descer. Obrigada por tudo pessoal. – Agradeceu e deu de ombros.
- Hey, suyane! Eu preciso falar com você.
- Acho melhor deixar para outra hora. Até mais, munhoz.
Ela disse, indiferente, e foi rumo às escadas, e eu simplesmente não fazia idéia do que se passava dentro da cabeça dela.
Capítulo betado por Nessa
Capítulo 22- Crash
“Uma vez dentro da minha pele, não há nada, não há nada nesse mundo que poderia te levar de mim.”
(I eat you alive – Limp Bizkit)
(Coloque para carregar, ela é imprescindível para o capítulo.)
- Ora, ora, se esse não é pedro lucas tarado. – Ela sorriu. pedro pigarreou e eu entendi o que ele queria dizer.
- Oh, Maggie, esses são meus amigos: pedro lanza, thomasd’avilla e lucas kobayashi. – Apresentei os guys, que acenaram simpáticos. Dei uma cotovelada disfarçada em lucas, que observava mais que o necessário o corpo de Maggie.
- Hey, dudes, Maggie Clifford. – Disse, simpática. – É uma honra receber os integrantes do McFLY no meu autódromo.
- É uma honra pra gente pode conhecer esse lugar. – thomas disse, entusiasmado, observando o lugar.
- Nem acredito que vamos andar de Kart com uma pilota profissional. – Falou pedro, animado.
- Man, essa vai ser uma das melhores noites da minha vida. – lucas disse, pensativo.
- Como vocês são fofos, meninos. Farei o possível para que vocês se divirtam e voltem mais vezes. – Maggie disse, orgulhosa, e me abraçou de lado.
Maggie e eu nos conhecemos na terceira série. Ela era a minha melhor amiga e foi com ela que dei meu primeiro beijo. Até gostamos de nos beijarmos, mas decidimos não fazê-lo mais, pois segundo Maggie, ela estava apaixonada por Nick Carter dos Backstreet Boys e sua mãe disse que ela só devia beijar quem ela fosse apaixonada de verdade. No começo eu não gostei muito da idéia, até Stacey Norton da quarta série me dar bola e eu perceber que Maggie era somente minha amiga. O pai dela era piloto de Kart, no ano seguinte ele recebeu propostas de emprego em Londres e decidiu se mudar. Eu não vi mais Maggie, mas nunca perdemos completamente o contato.
Demos uma volta pelo autódromo para conhecer o local e os caras ficaram maravilhados com os tipos de Kart que haviam por lá. Eles brigavam pra decidir quem andaria com o Kart com o qual o pai de Maggie disputou uma corrida há um tempo, Maggie e eu apenas riamos. Parecia que meus amigos estavam num parque de diversões.
Sentamo-nos na arquibancada. Maggie me atualizava sobre como sua vida estava ótima e o quão feliz ela estava por ter vinte e três anos e ser uma pilota profissional. Eu estava feliz pela minha amiga, ela merecia tudo aquilo. Era bom conversar com uma pessoa que sempre foi especial para mim, com ela eu poderia me desligar dos meus problemas internos, nem que fosse por algumas horas.
- E você, pê, o que conta de bom? – Indagou, curiosa.
- Eu estou feliz com a banda. Nós temos fãs que nos amam e apreciam as nossas músicas e agora estamos no estúdio gravando o novo álbum, o que é muito bom. – Dei um gole na minha coca cola e fitava o céu estrelado. Maggie me analisava e aquilo não era bom sinal. – O que foi? – Perguntei, sem graça.
- É só isso que você tem pra me contar? – perguntou, desconfiada, e eu apenas assenti. Continuei mudo. – Qual é, munhoz?! Você quer mesmo enganar a mim? Eu sei tem mais coisas que você está se esquecendo de me contar. Na verdade, você não está querendo contar. – Ela sorriu. – Eu te conheço desde sempre, você não pode me enganar. Esqueceu?
Realmente, ela me conhecia muito bem, eu tinha me esquecido daquilo.
- Não é que eu não queira contar, Maggie. – Sorri sem humor e fitava meus pés. – É que aconteceram coisas desagradáveis que eu estou tentando esquecer, só isso.
- Me desculpe por ser tão curiosa, pê. – Ela deitou a cabeça no meu ombro. – É que eu sei que você está triste com alguma coisa e eu só queria te ajudar. Você sabe que pode contar sempre comigo, não sabe?
- É claro que eu sei disso, você é minha melhor amiga. – Entrelacei nossos dedos e dei um beijo carinhoso na bochecha dela. Ela sempre fora especial para mim. Era importante saber que alguém realmente se importava e me conhecia tão bem. – Eu me apaixonei de verdade e fui enganado. Pelo jeito, sua praga funcionou. – Sorri sem humor outra vez.
- Eu sempre dizia que um dia você iria encontrar uma garota que te daria uma lição, ela quebraria seu coração da mesma maneira que você quebrava o coração das garotas. – Ela sorriu. – Me desculpe por isso. – O sorriso desapareceu e agora ela me olhava preocupada. – Se você não quiser falar mais sobre isso, tudo bem pra mim, mas só pelo fato dessa garota ter te machucado, ela ganha meu ódio eterno.
- Dizem que você é minha melhor amiga, então eu posso te contar tudo. – Sorri sem emoção e Maggie deu um tapinha no meu ombro.
- Eu sou sua melhor amiga, ok?
- Ok.
- Continue falando.
- Eu estava namorando e essa garota sempre foi tudo pra mim. Eu a amava de verdade… – Pausei. Só de falar nela um misto de saudade e raiva me invadiam. – Eu iria pedi-la em casamento, acontece que ela não sentia o mesmo que eu e foi embora sem me avisar. No final das contas, ela nunca se importou comigo, eu só fui um brinquedo que ela usou, pois queria experimentar coisas novas. – Finalizei e ver a cara de piedade de Maggie feria meu ego, mas acho que eu era digno de pena mesmo. Quem mandou eu me tornar uma porra de um fraco?
- pê, eu… Eu sinto muito. – Ela passou as mãos carinhosamente pelo meu rosto.
- Não sinta. Eu to legal. – Falei aquilo mais tentando convencer a mim mesmo do que a ela.
- Só mais uma pergunta e eu juro que a gente encerra esse assunto e vamos nos divertir, certo? – Eu assenti.
- Essa garota de quem você está falando é a suyane, não é? – Interrogou, com convicção. Ouvir o nome dela me afetava tanto que eu não fui capaz de responder, apenas assenti e Maggie já tinha minha resposta. – Eu sabia. Você sempre foi louco por ela, mas se vocês não estão juntos é porque não era pra ser. Uma hora aquela idiota vai perceber o que perdeu e vai se lamentar pelo resto da vida.
- Não tem como se lamentar por alguém que nunca fez diferença na sua vida. – Disse, indiferente, porém no fundo eu queria que ela se lamentasse por ter me perdido. Levantei-me e estiquei a mão, Maggie segurou e se levantou.
***
- Todos já escolheram seus respectivos Karts, certo? – Maggie perguntou.
- Sim. – Respondemos em uníssono, cada um em frente ao seu Kart.
- Então coloquem seus capacetes e o head phone no ouvido, ele é nosso meio de comunicação a partir de agora. Avisem-me se comerem muita poeira, pois vocês sabem que eu arraso. – Maggie sorriu convencida e deu um tapinha na bunda, nós gargalhamos.
- Ah, magrela convencida. – Zoei e ela me mostrou a língua, entrando no seu Kart.
- Dude, além de a Maggie ser legal, ela é muito gostosa se eu não estivesse apaixonado pela Chloe… – lucas disse, safado, e eu abaixei com tudo a viseira do capacete dele.
- Se orienta, kobayashi. – Sorri e entrei no meu Kart.
- pê, tu vai comer poeira, trouxa. – pedro zoou.
- Vamos ver quem vai. – Disse, convencido.
(N/A: Hora de dar play naquela música)
Hey you Mrs I dont know what the fuck your name is I’m drawn to you something’s magnetic here If I could approach you or even get close to the scent that you left behind I’d be fine No doubt (no doubt) that you bring out (bring out) the animal inside
I’d eat you alive (x4)
O bandeirinha fez o sinal e então demos partida. Óbvio que Maggie saiu disparada na frente, isso é vantagem de ser filha de um piloto e ser uma pilota profissional. thomas saiu logo atrás dela, seguido de lucas, eu atrás e lanza por último.
Hey you, Mrs. too-good-to-look-my-way and that’s cool you want nothing at all to do with me
But I want you, ain’t nothing wrong with wanting you cause I’m a man and I can think what the hell I want
You got that straight?
No doubt (no doubt) that I’d love to (I’d love) sniff on them panties now
I’d eat you alive (x4)
- Vejo vocês na linha de chegada. Haha. – Maggie se gabou pelo head phone.
- Veremos, ruiva. – Desafiei.
- Senti cheiro de desafio no ar. – thomas.
- Na verdade, é o cheiro da derrota do pê no ar. –lucas brincou.
- Essa eu quero ver. – pedro.
I’m sorry. So sorry (damn, you’re so hot)
Your beauty is so vain (damn, you’re so hot)
It drives me, yes it drives me (damn your so hot) absolutely insane
Acelerei o máximo que pude, a sensação de correr era tão boa, eu me sentia livre. Era como se eu pudesse esquecer todos os meus anseios, mas não por muito tempo, já que o rosto dela surgiu na minha mente.
I just want to look at you I just want to look at you, look at you all day
Corri ainda mais e consegui ultrapassar thomas e lucas. Eu queria poder deixar as lembranças para trás, entretanto, uma corrida de Kart não seria suficiente para eu esquecê-la.
I just want to look at you, I just want to look at you all day
Lembrei de quando a vi trocando de roupa no natal, na casa da vovó. Ela estava tão linda. A maneira agressiva com que nós beijamos na festa de Shelley Pomroy, o nosso primeiro beijo agora dominava meus pensamentos e eu estava ficando alucinado. Fiz a curva muito fechada, o que fez os pneus do Kart rugirem.
There ain’t nothing wrong, no
- pê, está tudo bem? – Maggie parecia preocupada, porém não fiz questão alguma de respondê-la. Eu estava mergulhado demais em minhas próprias lembranças.
There aint nothing wrong with that
“- Você é o homem da minha vida pê, nunca se esqueça disso.”
Como ela pôde mentir tanto pra mim? Aqueles pensamentos estavam me deixando perturbado. Eu sentia uma angústia me devorar, eu só… Eu só queria que aquela dor acabasse eu só queria esquecer que um dia eu deixei suyane dominar a minha vida. Eu não podia mais viver daquele jeito, eu apenas não conseguia viver sem ela.
- pê, pára de correr, você não vai conseguir fazer a curva! – Maggie alertava.
Acelerei e podia sentir o meu coração vibrar com tanta velocidade. Eu não tinha mais controle sobre mim.
- Dude, para de correr! – thomas gritou.
Once you seep in (once you seep in) under my skin (under my skin) There’s nothing, there’s nothing in this world that could wash you away
“– Eu sou completamente louca por você, pê.”
Ela mentiu ao dizer que era completamente louca por mim, mas eu sim sou louco por ela. O que eu sentia chegava a ser obsessivo, eu sentia o seu cheiro em todos os lugares e a via em todas as garotas, eu sempre busquei por ela e quando a consegui… Ela fincou suas marcas na minha pele para sempre. Eu não podia competir com aquilo. Se eu não podia tê-la, qual sentido teria viver vazio e atormentado?
Once you seep in (once you seep in) under my skin (under my skin)
There’s nothing, there’s nothing in this world that could wash you away
Afundei o pé no acelerador e vi que uma curva se aproximava. Agora era minha chance. Manobrei o carro para a direita e aquela seria a minha salvação. Eu não sofreria mais por ela.
I’m sorry. So sorry (damn, you’re so hot)
Your beauty is so vain (damn, you’re so hot)
Ouvi um grito alarmado de Maggie e dos meus amigos, antes de um barulho ensurdecedor tomar conta dos meus ouvidos, senti o carro bater forte contra a curva e meu Kart capotar.
It drives me, yes it drives me (damn, your so hot) absolutely insane
I’d eat you alive (x5)
Uma vez dentro da minha pele, não há nada, não há nada no mundo que poderia afastá-la de mim… Eu a levaria comigo até no dia em que eu morresse.
A última coisa que eu vi foi um clarão intenso me cegar, até minha consciência apagar e as palavras dela me acompanharem:
“- O tempo passa rápido para aqueles que guardam ressentimentos”
Capítulo 23 - I don’t know who I am, but do I deserve you?
Senti uma dor perturbadora me invadir ao desembarcar em Londres, aquele sentimento estava sendo minha companhia há horas e eu não sabia como fugir dele. Peguei meu celular de dentro da bolsa e, ao ligar o aparelho, vi diversas chamadas perdidas de alana e pedro, o que me deixou mais agoniada.
Algo me dizia que eu precisava apertar os passos, passei mais que depressa entre as pessoas e novamente aquela pontada aguda bateu no meu peito, ainda mais forte dessa vez. Senti minha cabeça revirar e minha visão ficar turva. Era como se eu fosse desmaiar. Apoiei uma mão na parede e a outra estava sobre o meu peito. Eu só queria que aquilo… Parasse. Duas mãos tocaram o meu ombro e, no ato de abrir meus olhos, vi um rapaz que me olhava preocupado.
- Está tudo bem com você? Eu pensei que você fosse desmaiar.
- Oh, está sim. Foi apenas um mal estar… Preciso ir. – Disse, mole. – Obrigada por se preocupar. – Sorri fraco e continuei andando.
Liguei para pedro, porém só caía na caixa de mensagens. Resolvi ligar para lana, já estava ficando tensa na quinta chamada e nada dela atender. Estava desistindo de tentar, quando finalmente escutei sua voz.
- suy. – Ela atendeu, ansiosa.
- lana! Eu acabei de chegar em Londres e to sentindo que algo está errado. – Disse, desesperada. – Você está bem? Paris está bem? pê está bem? – Ao dizer o nome dele, senti meu coração apertar. Que porra de sensação era aquela?
- Nós estamos bem, mas o pê… – Ela pausou. – Ele…
- alana, o que aconteceu com ele? – Perguntei, aos berros. Lágrimas começavam a inundar meus olhos. – Eu sabia que tinha algo errado… Ele está bem?
- Calma, suy! Respira, por favor. – Tentou me acalmar. – Ele sofreu um acidente, pê está no hospital. – Finalizou e eu podia ouvir seu choro baixo.
Meu mundo caiu, meu chão desapareceu. Eu não sabia o que fazer, não sabia o que falar, só sentia cada vez mais as lágrimas desabarem e o ar me faltar. Era como se eu fosse morrer.
- suy? – Minha amiga me chamava do outro lado e eu não era capaz de respondê-la. – Fala alguma coisa! Você está me matando de preocupação. – Ouvi lana chorar e alguém do outro lado da linha dizer “Deixa que eu falo com ela”. – suy, é o pedro. Você pode me escutar?
- Sim. – Disse, sem vontade. Eu tentava ao máximo me manter em pé.
- pê está no hospital de St. Mary em Paddington. Achei que você gostaria de saber.
- Obrigada. – Não esperei pedro dizer mais nada e desliguei o telefone. Fiz sinal para um táxi e fui rumo ao St. Mary.
***
Ao sair do elevador, dei de cara com thomas, pedro e lucas, todos visivelmente preocupados. lana, Chloe e uma garota ruiva, que eu nunca vi antes, choravam. No momento em que lana me viu, ela correu até mim e me abraçou forte. Eu chorava tanto. Eu sentia um buraco negro se formar no meu peito.
- lana, como ele está?
- Ele quebrou uma perna e por sorte não fraturou a coluna. pê ainda está inconsciente, suy. – Ela disse, preocupada.
- Eu preciso vê-lo. – Disse, aflita. Só o que eu mais precisava era estar perto dele.
- Eles não estão permitindo visitas.
- Eu não ligo. – Dei de ombros. A garota ruiva me olhou com fúria nos olhos e eu tive a sensação de que ela não me era estranha e, aparentemente, me odiava. – Em qual quarto ele está?
- No 402. – Dito isso, fui mais que depressa procurar o quarto.
Virei o corredor à direita em na terceira porta, havia uma placa indicando o quarto que eu tanto ansiava encontrar. Passei um olhar rápido no local e vi que não havia nenhuma enfermeira por lá, suspirei aliviada e girei a maçaneta, entrando no quarto.
Levei uma mão até minha boca, abafando meu choro desesperado por ver o estado em que ele estava. pê estava com a perna engessada descoberta, havia curativos em seus supercílios e seus braços estavam arroxeados, acompanhado de arranhões e machucados. Eu me sentia tão mal em vê-lo naquele estado, parecia que era tudo culpa minha. Se eu estivesse ao lado dele, talvez nada tivesse acontecido. Eu não sabia ao certo o que tinha acontecido com pê, de certo modo, isso não me importava agora. O que eu mais queria era saber se ele iria ficar bem… Ele tinha que ficar bem.
Aproximei-me da beirada da cama e segurei a mão esquerda dele, que continham leves arranhões. Passei as mãos pelo seu rosto de forma delicada. Eu senti tanta a falta dele. Como eu fui capaz de ir embora e deixá-lo para trás? Eu me sentia a pior pessoa do mundo. Não consegui me segurar e depositei um selinho demorado em seus lábios. Eu tinha que aproveitar aquele momento, pois eu sabia que quando pê acordasse, não ficaria feliz em me ver. E pensar nisso doía minha alma.
- Hey, amor. – Falei baixinho, fazendo carinho na mão dele. – Me desculpe por ir embora, você sabe que eu sou uma idiota e acabo estragando tudo sempre. – Sorri sem ânimo algum e tentei conter minhas lágrimas em vão. – Mas eu estou de volta agora e vou fazer de tudo pra você me perdoar. E eu prometo não ir embora jamais. – Passei a mão vagarosamente pelo seu rosto. – Eu quero passar o resto da minha vida ao seu lado, pedro lucas munhoz, então não me deixe na mão.
- Senhorita, o horário de visitas acabou, por favor, retire-se. – Uma enfermeira adentrou o quarto com o prontuário nas mãos.
- Me desculpe, enfermeira, mas eu não posso ir embora. Eu preciso estar aqui quando ele acordar. – Meu tom de voz saiu firme.
- Regras são regras, mocinha, e não podemos abrir exceção. – Disse, ríspida, e cruzou os braços.
- Escuta aqui, eu não vou sair! – Alterei-me. – Eu estive fora por um mês e errei muito com ele e olha o que aconteceu. - Apontei para pê. - Eu estou exausta, peguei um vôo cansativo de Milão até Londres e não me lembro quando foi a última vez que eu comi, pois a única coisa que eu pensava era o quanto eu queria vê-lo de novo! Então, por favor, não me peça pra sair! – Disse, em meio à soluços. – Eu só quero estar aqui quando ele acordar, mesmo que ele me odeie. – Minha voz saiu com dificuldade, pois meu choro era mais forte.
-Desculpe-me eu, eu… – A enfermeira titubeou. – Não sabia que as coisas estavam tão graves. Respire e fique calma, vou fingir que nunca te vi por aqui, ok? – Ela deu um sorriso de canto e eu fiz o mesmo.
- Obrigada. – Ela assentiu. Verificou os aparelhos de pê e deu de ombros, saindo do quarto.
Por mais que meus olhos estivessem cansados, eu não queria dormir. Eu não podia. Eu tinha que ficar acordada até ele abrir os olhos. Presenciar aquele momento era importante para mim. Assim que a enfermeira se retirou, tirei meus sapatos e, com todo cuidado, deitei-me na cama ao lado de pê. Eu queria sentir o calor do corpo dele, queria acariciá-lo e repousar minha cabeça em cima de seu peito, como eu costumava a fazer. Embora eu soubesse que eu só poderia aproveitar aquele momento enquanto ele estivesse inconsciente, eu só desejava que pê acordasse o mais rápido possível. Eu poderia viver com ele me odiando, mas de maneira nenhuma sobreviveria num mundo onde pedro lucas munhoz não existisse.
As horas se passavam e eu passei a madrugada toda o observando. Eu estava tão arrependida por ter ido sem falar com ele. Se eu pudesse voltar no tempo, eu voltaria e consertaria tudo. Teria aceitado me casar com pê e tudo estaria bem, mas eu surtei – era informação demais para a minha cabeça, casamento é coisa séria e eu queria estar certa sobre aquilo -, pê vivia dizendo que me amava e que eu sempre fui tudo o que ele quis, mas eu me sentia insegura. Na verdade, eu sempre achei que ele tinha uma espécie de encantamento por mim, e que, quando aquilo passasse, ele se cansaria e encontraria alguém muito melhor do que eu. E se ele me deixasse, eu não suportaria, pois mesmo que eu nunca tenha dito que o amo, eu sempre o amei com todas as minhas forças, só preferi não enxergar. Eu tinha que tê-lo de volta e eu faria de tudo para que isso acontecesse.
Meus amigos foram até o quarto me perguntar se eu precisava de alguma coisa ou se eu queria ir embora. Apenas respondia que estava tudo bem e que eu queria estar ali quando pê acordasse. Eles insistiram que eu precisava de descanso, mas eu disse que não iria para casa. Cansados de tentar, eles foram embora descansar e disseram que voltariam no outro dia.
Já era dia e nada de pê acordar, já estava ficando assustada e não tinha mais lágrimas para chorar. Levantei-me e fiz carinho na mão dele. Sua expressão era tão pacífica… Como a de um anjo. Contudo, eu sentia falta de seu sorriso divertido.
- Amor, já está na hora de acordar. – Sussurrei. – Vamos, “princeso”, acorde. O dia é tão sem graça sem você. – Sorri ao me lembrar que ele sempre me olhava de esguelha quando eu o chamava de “princeso”. Passei as mãos levemente pelos seus cabelos e por fim depositei um beijo em sua testa. – Eu te… – Não consegui terminar minha frase, pois pê abriu os olhos, deixando-me atônita. Ele me olhava com dificuldade, como se forçasse a vista para realmente me ver.
- pê… Você está bem. – Sorri e lágrimas escorriam pelo meu rosto.
pê pov on
Abrir os olhos com dificuldade e me deparei com aquele olhar curioso que eu tanto conhecia. Acho que eu deveria esta sonhando, ou morto, pois suyane estava me fitando com um enorme sorriso nos lábios. Eu sentia falta disso.
- pê… Você está bem. – Ela sorria e chorava ao mesmo tempo.
Forcei minha visão e olhei para os lados, notando que uma parede branca cercava aquele lugar. Vi aparelhos do meu lado esquerdo e uma agulha enfiada na minha veia… Eu estava no hospital e pelo jeito não teria descanso, pois suyane estava postada a minha frente. Eu não podia acreditar que ela estava mesmo ali. Por mais que meu coração se enchesse de alegria e quisesse que ela ficasse aqui comigo, outra parte de mim sentia raiva. Muita raiva dela. Eu não queria que ela fizesse mais parte da minha vida.
- pê…
- O que você faz aqui? – Minha voz saiu fraca, porém firme. Sua expressão alegre agora se tornara preocupada.
- pê, me desculpa por tudo, eu juro que nunca quis ter te magoado… – Disparou a falar e as lágrimas começavam a cair de seus olhos. Ela precisava sair daquele quarto. Vê-la chorar só me enfraqueceria.
- Guarde as suas desculpas apenas pra você, eu te quero fora daqui! – Falei ríspido e senti uma pontada forte. Soltei um baixo gemido de dor, levando uma mão até minha cabeça.
- V-você se sente bem? – Ela perguntou entre soluços e aquilo não estava me ajudando.
- Sai daqui agora! Eu não quero te ver! – Disse, entre dentes, e percebi que falei um pouco alto demais. Quando abri meus olhos, havia uma médica e uma enfermeira no meu quarto checando meus aparelhos e o monitor. Uma delas levava suyane até a porta.
- Acho melhor você se retirar. – A enfermeira a acompanhou.
suyane pareceu sair sem vontade, ela me olhou tristonha e pude ler nos seus lábios um “sinto muito”, entretanto aquilo não me convencia. Meu coração bateu ligeiramente ao vê-la se afastando, mas eu decidi que aprenderia a viver sem ela. Eu tinha aversão a suyane amorim. Ela é tão fingida quanto seus doces sorrisos, tão fraca quanto os corações que ela quebra. Eu a queria bem longe de mim.
- Pronto. Está tudo sobre controle, você só ficou um pouco nervoso. Precisa de mais alguma coisa, senhor munhoz? – A médica interrogou.
Preciso de um coração novo, se você puder me arrumar um, eu ficaria extremamente grato.
- Só preciso ir pra minha casa. – Sorri fraco.
- Você ficará em observação até a noite. Nesse meio tempo, faremos mais alguns exames e se tudo estiver bem, você volta para casa hoje mesmo. – A doutora disse simpática.
Olhei para a minha perna direita e percebi que ela estava engessada. É, realmente esse acidente me castigou um pouco. Por sorte não quebrei o braço. Fiquei feliz de saber que eu poderia tocar. Fazer a única coisa que me aliviava, que me deixava bem.
- Bom… Espero que esteja tudo bem comigo.
- E vai estar. – A médica piscou e se retirou do quarto.
Estava com medo de ficar sozinho e meus pensamentos me devorarem, mas fui salvo por um rosto lindo que me olhava contente. Maggie estava ali.
suy pov on
Ser expulsa por pê era uma das poucas coisas que eu merecia. Eu sei que aquilo era pouco, mas porra, doeu muito a frieza com que ele me tratou. Eu precisava me esforçar para tê-lo de volta.
Andando pelo corredor, dei de cara com a ruiva que me olhou furiosa ontem. Eu tinha certeza que eu já a vi em algum lugar, porém, eu não me lembrava no momento. Ela me mediu de cima a abaixo, o olhar raivoso ainda estava vivo em seus olhos. E sim, eu fiquei confusa. Contudo, eu tinha tantas preocupações que eu não iria perder tempo com uma qualquer me encarando.
- Está feliz agora? Vadia. – Ela cuspiu as palavras na minha cara e deu de ombros.
- Qual é o seu problema hein, garota? – Interroguei, virando-me para ela.
- Você. – Deu de ombros e entrou no quarto de pê. Senti como se adagas de prata apunhalassem meu coração. Forcei minha memória e me lembrei de onde eu conhecia aquela garota. Era Maggie, a amiga idiota e sem sal do pê, a qual sempre me odiou. Na verdade, o sentimento era mútuo. Será que eles estavam juntos? A idéia me aterrorizou. Eu precisava imediatamente de ar.
Saí correndo pelo corredor do hospital, eu não agüentava mais aquela situação. E como se já não bastassem surpresas tão desagradáveis, tive ainda que ouvir outra pior:
- Sabe o que é mais estranho? – thomas disse, desconfiado. pedro, lucas, lana e Chloe prestavam atenção. – Maggie disse que pê conseguiria fazer a curva, ela não entende como ele bateu. – De repente, tudo se encaixava.
- Você acha que ele fez isso pela…
- Por minha causa. – Cortei lucas e todos me olharam espantados. – pê bateu por minha causa. – Conclui, firme.
- Não foi isso que eu quis dizer, suy. - disse lucas, sem jeito.
- suy, você precisa ir pra casa. – alana aconselhou.
- Olha, ninguém está dizendo que isso é culpa sua. pê perdeu o controle e só. – pedro tentou consertar, mas não adiantou.
Dei de ombros e entrei no elevador, não prestei atenção no que meus amigos falavam, eu precisava ficar longe daquele lugar. Agora eu entendia porque a tal Maggie me chamou de vadia, thomas disse que Maggie havia falado que pê poderia ter feito a curva, ele bateu de propósito e tudo por ele queria me tirar da vida dele. Que tipo de pessoa eu sou? O tipo que vai embora sem avisar, que destrói a vida das pessoas e ainda acha que pode consertar tudo? Eu não merecia pê munhoz. Não mesmo.
Capítulo betado por Sarah C.
Capitulo 24 - POV
- Ah, pê, assim não vale! Você ganha o tempo todo porque é guitarrista profissional. – Maggie fez bico.
- Guitar Hero é fácil, muita gente joga e nunca tocou guitarra na vida. Você que é ruim mesmo. – Brinquei e fiz carinho na cabeça de Maggie, a qual me olhava emburrada.
- Acho que não existem meninas boas no Guitar Hero. – Dito isso, ela deitou a cabeça no meu colo e eu me lembrei de uma garota que era muito boa naquele jogo. Eu não queria ter me lembrado dela.
- Sim, existem. – Afirmei.
Fazia uma semana que eu tinha saído do hospital e, em todo esse tempo, Maggie ficara na minha casa. Segundo ela, tomaria conta de mim, pois eu estava escondendo o máximo meu acidente da minha mãe. Eu não queria preocupá-la em sua viagem com meu pai. Eu já sou grandinho e sei cuidar de mim mesmo, mas minha mãe nunca entenderia isso e no ato, viria correndo pra Londres me ver. Ter a companhia de Maggie era ótimo, eu quase não tinha tempo para pensar em suyane, pois Maggie me alegrava o tempo todo, mas isso não significava que eu não pensava.
Depois do dia em que eu a expulsei do hospital, nunca mais voltei a vê-la. Era mais fácil fingir que ela nunca existiu. Confesso que fiquei preocupado quando a vi. suyane parecia bem mais magra, porém continuava linda. Entretanto, eu sabia que havia algo de errado com ela, mas acho que isso não era da minha conta, certo? Foda-se a vida dela! Eu tinha que cuidar da minha, que quase ferrei por culpa dela. Olhei para a minha perna engessada e senti uma espécie de remorso me invadir. Como eu pude ser idiota de cogitar acabar com a minha vida por causa de uma garota? Aquilo era tolice! Mas agora eu estava disposto a ser o velho pedro lucas munhoz de sempre, aquele que não se preocupava com nada, apenas em curtir a vida e nada mais.
- Terra pra pê! – Maggie exclamou e passava as mãos na frente do meu rosto, acordando-me de meus devaneios.
- Nossa, desculpa. Estava em outro mundo. – Sorri amarelo.
- É, eu percebi. – Ela rolou os olhos, arrancando-me um sorriso. – lucas te mandou uma sms, dizendo que hoje a noite dos games será na casa dele. Foi mal por ter lido a mensagem, eu te chamei, mas você parecia perdido em pensamentos, então achei que não teria problemas se eu mesma lesse. – Concluiu.
- Ah, tudo bem, eu não me importo.
- Ok. – Maggie sorriu, ladina. – Well, acho que está na hora do senhor munhoz tomar um banho, depois vamos para o hospital tirar e o gesso e mais tarde serei massacrada no Guitar Hero na casa do lucas. – Maggie falou e eu realmente senti como se ela fosse minha mãe, cuidando tão bem de mim.
- É mesmo, tinha me esquecido disso. Vou tomar banho, obrigada por me lembrar, mamãe. – Zoei e, em seguida, ganhei um tapa ardido no braço. – Outch! Isso doeu. – Passei a mão no braço e ela gargalhava. – Só pra você deixar de ser besta, não vou te ensinar uns truques e você vai passar muita vergonha na noite dos games. – Fiz bico.
- Ok, foi mal. Para me redimir, vou te ajudar a chegar até o banheiro, certo? – Ela levantou meu braço esquerdo e apoiou em seu ombro, ajudando-me a levantar do sofá.
- Acho bom. – Disse, convencido, e senti, agora, um beliscão na barriga.
suy’s Point Of View
- Ok, amor, sete e meia estarei aí… Uhum, pode deixar, vou falar com eles. – Chloe falava animada no celular. – Josh, lucas te convidou para a noite dos games na casa dele hoje à noite. Tá a fim de ir?
- Ah, com certeza. Você acha que vou perder a chance de ficar perto dos McHots? Nunca, né! – Josh disse, divertido, e ao notar minha cara desanimada, parou de rir imediatamente.
- Ele vai sim, amor. – Chloe respondeu. – A suy? Sim, ela está aqui, vou confirmar com ela. - Harry disse que é pra você ir também, suy.
Ah, claro! Eu iria presenciar a noite dos games com pê lá, evitando-me o máximo possível e aquela girafa ruiva da Maggie, que se acha a babá dele, matando-me com o olhar e thomas, pedro e lucas sendo educados comigo por obrigação, por suas namoradas serem minhas amigas, pois nesse momento eles estavam me odiando por ser “A vadia que enganou seu amigo”. Desculpe, mas eu dispenso.
- Fale pro lucas que ele não precisa me convidar por obrigação, Chloe, eu sei que ninguém me quer lá. – Disse, sem ânimo.
- Pára de ser boba, suyane, eles são seus amigos também. – Chloe me repreendeu e eu sorri, irônica. – Toma, lucas quer falar com você. – passou-me o celular.
- Oi, kobayashi. – Proferi, desestimulada.
- Hey, suy. Eu ouvi o que você disse a Chloe e isso não tem nada a ver. Nem preciso dizer que o que você fez com pê foi uma puta de uma sacanagem, sim! Eu e os caras ficamos fodidos com você, mas o que aconteceu entre vocês não é problema nosso. Você é tão nossa amiga quanto ele, não iremos ser menos amigos pelo que houve, portanto trate de aparecer em casa hoje à noite, ok? – Fiquei sem palavras, nunca pensei que lucas me diria aquelas coisas.
- Obrigada por dizer isso, lucas. É importante pra mim, e pode deixar que eu vou aparecer. – Disse, sincera.
- Essa é a minha garota. – Ele riu. – Até às sete, beijo, suy.
- Beijo. – Despedi-me e devolvi o celular para Chloe.
Nós estávamos no estacionamento da empresa, procurando por nossos carros, quando senti minha visão ficar turva e um calafrio me dominar, até escurecer tudo e eu não ser capaz de enxergar nada. Apenas o escuro.
Abri os olhos e me deparei com a sala de enfermaria da Cassidy Events. Josh e Chloe me olhavam, preocupados.
- Por que estou aqui? – Disse, fraca.
- Você desmaiou no estacionamento, suy, então te trouxemos para cá. – Chloe explicou.
- Ah. – Foi só o que eu disse.
- suyane, há quanto tempo você não come? – Josh perguntou, firme. E eu realmente não sabia o que responder.
- Eu comi ontem. – Menti. – Minha pressão deve ter caído, por isso desmaiei.
- Você está mentindo. – Chloe acusou e olhou para Josh. – Diga a ela o que a enfermeira disse, Josh.
- Ela disse que você está perto de ter uma parada cardíaca, pois você não come. – Ele disse, aflito. – Ela também disse que tem quase certeza de que você está com anorexia nervosa. Diga que isso é mentira, suyane! – Josh vociferou.
- É, é mentira. – Titubeei e comecei a chorar. Deus, eu odiava mentir, eu simplesmente não conseguia.
- Não precisa chorar, suy, nós só estamos preocupados. – Chloe tentou me acalmar e me abraçou, seguida de Josh.
- Você não pode viver assim, ok? Você vai acabar se matando, anorexia é uma doença grave! Você precisa de um médico e tratamento. – Josh alertou.
- Eu não consigo comer, eu me acho tão gorda e… Eu ando tão nervosa desde que pê e eu terminamos, que simplesmente parei de comer. – Desatei a falar.
- Ok, a gente sabe que você está passando por uma situação difícil, mas parar de comer não vai te ajudar em nada, só vai piorar a situação. – Chloe alertou e passou as mãos pelo meu rosto, enxugando minhas lágrimas.
- O que você precisa é de um médico e consertar essa situação. A suyane amorim que eu conheço não se deixa abater nunca. Essa semana, eu, Chloe e a chata da alana iremos te acompanhar no médico. – Disse Josh e deu um beijo na minha bochecha.
- Certo, mas, por favor, não digam nada à lana. Se não, ela vai surtar e vai acabar contando para o pê, e eu não quero que ele saiba disso nunca. – Pedi. Chloe e Josh se entreolharam, duvidosos. – Eu juro que vou procurar ajuda médica e vocês vão comigo. Eu prometo.
- Então tudo bem, acreditamos em você e não vamos contar para a alana. – Josh deu um sorriso de canto.
- Agora levanta dessa cama, vamos te deixar em casa. Você vai tomar um banho, colocar uma roupa bem bonita e Josh passa pra te pegar. Mais tarde nos encontramos na casa do lucas, ok? – Chloe incentivou.
Assenti e meus amigos me abraçaram. O que eu mais precisava agora era de apoio e parar de ser uma chorona depressiva. Se eu quisesse pê de volta, eu precisava correr atrás do prejuízo, e isso eu já tinha decidido. Agora, quanto a comer, eu não sei se cumpriria minha promessa, mas eu precisava tentar, não podia continuar preocupando meus amigos. Eu devia isso a eles.
pê’s Point Of View
Finalmente eu me sentia bem, sem aquele gesso nojento na minha perna. Agora eu poderia andar sem minha muleta humana. Lê-se: Maggie.
A zoeira rolava solta na casa de lucas, eu estava me divertindo muito com meus amigos, até a campanhia tocar e Chloe dizer algo que eu preferia que fosse mentira. Fiquei tenso, mas procurei disfarçar. Contudo, Maggie, percebendo meu real estado, segurou minhas mãos e sorriu levemente, era como se ela quisesse dizer que tudo ficaria bem e que ela estava do meu lado. Ela era mesmo minha melhor amiga.
- Deve ser a suy e o Josh, deixa que eu abro, amor. – Chloe foi até a porta.
- Valeu, amor. – lucas agradeceu com a boca cheia e voltou a comer sua pizza.
- Hey, Josh. – Observei Chloe cumprimentá-lo. – Está melhor, amiga? – Chloe abraçou suyane, que sorriu, e logo em seguida vieram pra sala. – Pessoal, esse é meu amigo Josh Hathway. Ele trabalha comigo.
- Olá. – Josh cumprimentou com uma voz grossa, e se eu não soubesse que ele era gay, essa ideia nunca passaria pela minha cabeça, pois ele não tinha jeito de gay enjoado.
- Hey. – Respondemos em coro.
- Senta aí, fica a vontade. – lucas apontou para o sofá e Josh sentou.
- Hey, todo mundo. – suyane deu um largo sorriso e me olhou de canto. Ao notar que Maggie segurava a minha mão, não sorriu mais, desviando o olhar.
- Hey, suy! – Os guys responderam, exceto por mim e Maggie.
Meus olhos me traíram e acabei a encarando por alguns segundos. Era irritante o fato dela ser extremamente linda e como meu corpo ainda reagia estranho com a sua presença. Parece que ela se vestiu daquela maneira propositalmente, apenas pra me instigar. Eu não podia cair de novo. Ela é só um corpo bonito, nada mais que isso.
- Dude, é sua vez de jogar. – pedro me passou o controle do vídeo game.
- Valeu. – Peguei o controle e voltei minha atenção ao jogo.
- suy, senta aqui do meu lado. – lana disse, manhosa.
- To indo. – Dito isso, suyane se sentou ao lado de alana e iniciaram um assunto paralelo.
- Coitada. Sempre fazendo de tudo pra chamar atenção. – Maggie disse baixo, pra que só eu pudesse ouvir.
- Finja que ela não existe, como eu. – Vi suyane conversar divertida com o resto do pessoal, enquanto lucas e eu disputávamos uma partida de jogo de futebol. Ela me olhou de esguelha, percebendo que eu a observava. Virei a cara e voltei minha atenção para o jogo. – Chupa essa, lucas! – Vibrei. Tinha acabado de marcar um gol.
- Vai se foder, pê. – lucas se injuriou e eu ri.
- munhoz é o melhor, lucas, admita. – Maggie elogiou.
- Então, thomas, o que acha de uma rápida disputa de Guitar Hero? – suy disse, um pouco alto. Eu sabia que ela só fez aquilo para roubar a atenção de todos e deixar Maggie de fora.
- Tá legal, eu sei que você vai ganhar como sempre. – Ouvi thomas dizer.
- Eu sou foda nesse jogo. O que posso dizer? – Ela se gabou.
- Agora eu vejo de quem você falava, quando disse que tinham, sim, garotas boas no Guitar Hero. – Maggie disse, com descaso, no meu ouvido e eu não respondi nada.
- Vamos ver a suy massacrar o thomas. – pedro disse, divertido.
- A suy é uma sacana, sempre ganha de todo mundo no Guitar Hero, no Mortal Kombat e na sinuca. – alana disse.
- Nem sempre, lana, lembra que ela perdeu o último round pro thomas e teve que tomar uma Body Shot de Tequila no pê? – lucas disse, inocente, e todo mundo ficou em silêncio. O clima tenso se instalou entre nós.
- Err, eu vou colocar o jogo. – thomas disse, sem graça, tentando quebrar o clima.
- E eu quero mais cerveja. Me acompanha até a cozinha, suy? – Disse Josh, e suyane saiu puxando a mão dele.
Depois de muito perder para suyane, thomas decidiu poupar sua humilhação e parar de jogar. Como sempre, todo mundo estava meio “alegre” em decorrência da bebida. Apenas eu estava só na coca cola, não podia beber, pois ainda estava tomando meus remédios.
O clima poderia estar um pouco pesado, por conta da minha situação e da minha pseudo ex-namorada/prima, entretanto, até que eu estava me divertindo. Notei que Maggie e suyane trocavam farpas pelo olhar, por isso eu tentava amenizar a situação sempre que podia, dando o máximo de atenção à Maggie. Ela, sim, merecia que eu tratasse bem, e não certas pessoas.
- pê, canta uma música, por favor. – Maggie implorava, com a cara parecida com o Gato de botas do Shrek.
- Eu não tô no clima, todo mundo está bêbado, acho que ninguém vai prestar atenção. – Sorri.
- Ah, eu nem estou bêbado e pra provar isso, vou pegar o violão no quarto do lucas, aí você toca e nós cantamos, certo? – thomas indagou e nem esperou eu concordar com aquilo. Voltou rapidamente para a sala com o violão nas mãos, entregando-o pra mim.
- Quais vocês querem? – thomas perguntou e eu pedi mentalmente que suyane não ousasse me pedir nada, pois certamente eu não iria tocar.
- Toque a que vier à sua cabeça, pê. – lana sugeriu e foi isso que eu fiz. Toquei a musica que veio à minha cabeça.
(Coloque para tocar.)
I’m getting tired of asking, This is the final time, So did I make you happy? Because you cried an ocean, But there’s a thousand lines, About the way you smile, Written in my mind, But every single word’s a lie.
I never wanted everything to end this way, But you can take the bluest sky and turn it gray. I swore to you that I would do my best to change, But you said it don’t matter, I’m looking at you from another point of view, I don’t know how the hell I fell in love with you, I’d never wish for anyone to feel the way I do.
POV era a música certa a ser tocada, pois ela dizia tudo que eu estava sentindo. Cada verso que eu cantava, eu sentia meu coração bater tão forte, era incrível.
Is this a sign from heaven,
Showing me the light?
Was this supposed to happen?
I’m better off without you,
So you can leave tonight,
And don’t you dare come back and try to make things right,
‘Cause I’ll be ready for a fight, yeah.
I never wanted everything to end this way,
But you can take the bluest sky and turn it gray.
I swore to you that I would do my best to change,
But you said it don’t matter,
I’m looking at you from another point of view,
I don’t know how the hell I fell in love with you,
I’d never wish for anyone to feel the way I do.
Abri meus olhos e dei de cara com suyane me encarando. Ela me observava com olhos tristes, mais do que ninguém, ela sabia que eu cantava aquela musica somente para ela. Era minha maneira de dizer tudo que estava guardado dentro do meu peito.
I never thought that everything would end this way,
But you can take the bluest sky and turn it gray.
I swore to you that I would do my best to change,
But you said it don’t matter,
I’m looking at you from another point of view,
I don’t know how the hell I fell in love with you,
I’d never wish for anyone to feel the way I do.
Maggie olhou de mim para suyane e, de certo, ela notou que ao cantar aquela música, eu estava mandando uma mensagem para a garota que me encarava do outro lado da sala.
And you said, and you said, and you said,
(I do)
And you said, and you said, and you said,
(Do)
And you said it don’t matter.
(I do)
And you said, and you said, and you said,
(I do)
And you said, and you said, and you said,
(Do)
And you said it don’t matter.
And you said, and you said, and you said,
And you said, and you said, and you said,
And you said it don’t matter.
Assim que a música acabou, suyane saiu da sala sem dizer nada. Meus amigos estavam tão bêbados e encantados com a música que nem perceberam a saída dela e pediram um bis.
Num impulso, levantei-me do sofá, entregando o violão para thomas. Eu me sentia forte agora, eu precisava falar tudo que estava engasgado na minha garganta para ela.
- Aonde você vai, pê? Volta! A galera quer mais. – thomas disse, confuso.
- Ah, canta aí, thomas, já volto. – Dei de ombros e saí da sala.
Abri a enorme porta de vidro da cozinha de lucas e lá estava ela: em pé, ao lado da piscina, abraçando o próprio corpo. Fazia um pouco de frio.
Andei com as mãos no bolso até ela sem fazer barulho e parei ao seu lado. Ela me olhou de canto e voltou a fitar o céu cinzento. Eu podia perceber que ela tinha chorado.
- pê, se você veio até aqui pra me esnobar e mostrar o quão bem você está sem mim, não é preciso. Eu entendi o que você quis dizer com a música. Eu só queria que você… Entendesse meus motivos. – Ela me olhou.
- Você é sempre egoísta e covarde, né, suyane? – Disse, com pouco caso. – Sempre foge de tudo, preocupando-se apenas com seus motivos e com mais ninguém. Eu, trouxa, sempre soube disso, mas mesmo assim insisti em ficar com você.
- Isso não é verdade! – Ela vociferou. – Só Deus sabe o quanto eu pensei em você e o quanto eu me sinto culpada. Eu só fui embora porque eu fiquei assustada quando ouvi você falar de casamento. Eu tinha essa grande oportunidade de emprego e não sabia o que fazer e… Eu não estava pronta pra me casar. – Ela disse, gesticulando. – Mas eu percebi que eu quero isso mais que tudo, pê, me perdoa! E se você me pedir pra me casar com você, eu não vou pensar duas vezes.
- Haha. – Sorri, amargo. – Pode esquecer, eu nunca mais vou voltar com você e muito menos te pedir em casamento, querida prima. – Ironizei. – Você achou o quê? Que eu iria te proibir de ir pra Milão e te obrigaria a fazer o que eu quero? Se orienta, suyane! Eu pensei que por esse tempo todo que ficamos juntos, você me conhecia, mas você estava ocupada demais me fazendo de otário e sendo uma vadia mentirosa! – Disse, alterado. Pude ver lágrimas inundando o rosto dela.
- Não me chama de vadia! – Ela me empurrou. – Eu posso ter sido qualquer coisa com você, mas nunca mais me chame de vadia! – Disse, enfurecida, e as lágrimas nos seus olhos caíam com muita velocidade. – Um dia você vai ver que tudo o que eu sentia e ainda sinto por você é verdadeiro, pedro lucas, E-eu te…
- Não diga isso! – Disse, exasperado. – Não ouse dizer que me ama, porque você não sente essa porra de sentimento por mim, suyane! Você não é capaz de sentir nada por ninguém. – Passei as mãos extremamente nervosas pelos meus cabelos. Ela me olhou assustada e deu um passo à frente, aproximando-se de mim. Recuei um para trás e ela deu mais um passo à frente, ficando bem próxima a mim, e eu não tinha reação. Eu simplesmente não conseguia andar. Era como se eu estivesse petrificado.
- Olha nos meus olhos e diga que não me ama mais, pê. – Ela olhou firmemente nos meus olhos, deixando-me nervoso. – Vamos, diga!
- Eu não te… – Senti uma mão tocar meu ombro e, num ímpeto, girar-me para trás. Maggie colou nossos lábios num beijo apertado.
- Ele não te ama, querida, nós estamos juntos agora. – Maggie sorriu, debochada, e suyane me olhava, indignada.
- Isso é baixo até pra você Maggie. – Ela disse, com desprezo. – Mas aproveite esse seu joguinho enquanto pode, pois você sabe quem ele quer, e esse alguém não é você… Definitivamente. – suyane deu um sorriso debochado e deu de ombros, desaparecendo pela casa de lucas. Eu continuei estático e realmente não sabia o que pensar.
- Maggie, você ficou maluca? Por que fez isso?
- Eu não vou deixar ela te magoar de novo, pê, eu prometi que cuidaria de você e é isso que eu vou fazer.
Eu só sabia que seria difícil manter distância de suyane. Ela só me prova que é mais perigosa do que eu pensava.
Capítulo betado por Nessa
(Source: socomrestart, via semprelanzetica)
(Source: dangrima, via pelu-meu-poste)